A reforma administrativa da Câmara de Goiânia foi confirmada em segunda sessão, após ter sido aprovada em primeiro turno há duas semanas. Isso representará um custo adicional de R$ 5 milhões por ano nas despesas do Legislativo municipal, com a criação de mais 130 cargos comissionados.

O valor está dentro do duodécimo (4,5% da receita do município) que a Casa recebe do Poder Executivo, por determinação da lei. Para 2019, o orçamento dos vereadores goianienses é de R$ 124 milhões.

Mas a questão é que o gasto aprovado não existia anteriormente. E, é bom lembrar, ressalte-se que todo o montante não utilizado retornaria aos cofres da Prefeitura de Goiânia.

Então, supondo que esses R$ 5 milhões fossem utilizados não para mais cargos no Legislativo, mas, por exemplo, para mais vagas nos CMEIs (creches municipais), Goiânia poderia abrir 1,5 mil vagas a mais. É isto mesmo: R$ 5 milhões podem sustentar 1.500 crianças por ano na educação infantil.

Veja na lista como cada um dos 35 vereadores se comportou em relação à matéria:

 VOTARAM PELO AUMENTO DE GASTOS
► Alfredo Bambu (PRP)
► Álvaro da Universo (PSC)
► Anderson Sales (DC)
► Anselmo Pereira (PSDB)
► Cabo Senna (PRP)
► Carlin Café (PPS)
► Denício Trindade (SD)
► Divino Rodrigues (Pros)
► Dr. Gian (PSB)
► Dr. Paulo Daher (DEM)
► Emilson Pereira (Podemos)
► Gustavo Cruvinel (PV)
► Jair Diamantino (DC)
► Kleybe Morais (DC)
► Leia Klebia (PSC)
► Lucas Kitão (PSL)
► Milton Mercêz (PRP)
► Paulo Magalhães (PSD)
► Priscilla Tejota (PSD)
► Rogério Cruz (PRB)
► Sabrina Garcez (PTB)
► Tatiana Lemos (PCdoB)
► Tiãozinho Porto (Pros)
► Welington Peixoto (MDB)
► Zander (Patriota)

 NÃO VOTOU 
► Romário Policarpo (Pros) – como presidente da Casa, não vota, mas apoiou a proposta

 ESTAVA NA CÂMARA, MAS NÃO REGISTROU PRESENÇA
► Juarez Lopes (PRTB)*

 ESTAVA PRESENTE E SE ABSTEVE 
► Clécio Alves (MDB)

 VOTARAM CONTRA O AUMENTO DE GASTOS 
► Andrey Azeredo (MDB)
► Felisberto Tavares (PR)
► Oseias Varão (PSB)
► Paulinho Graus (PDT)
► Sargento Novandir (Podemos)

 AUSENTES 
► Dra. Cristina Lopes (PSDB)
► Izídio Alves (PR)

Enquanto o País tenta se recuperar de uma grave crise financeira e com praticamente todos os Estados e a maioria dos municípios pendurados em suas contas públicas, os vereadores da capital goiana preferiram se ater ao “legal”.

Eles realmente estão resguardados pela lei para gastarem a totalidade do duodécimo que, até o momento, não era gasto em seu total. Resta saber: será mesmo melhor usar esse dinheiro com mais cargos para que eles mesmos se sirvam do que devolver o dinheiro e negociar esse montante com a Prefeitura, condicionando sua aplicação em saúde e educação?

A população tem a resposta na ponta da língua.

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.