Antes de tudo o que se segue, que é realmente uma notícia de esperança, é preciso dizer que vacinas têm seus protocolos e seus tempos de desenvolvimento. E que há no mundo inteiro vários experimentos no mesmo sentido. Muitos deles serão descartados no meio do processo e outros seguirão. O tempo que se espera para um ciclo de estudo e produção uma vacina, em geral, é de pelo menos um ano e meio.

Dito isso, segue a boa nova: o Imperial College de Londres e o Hospital Universitário de Southampton estão fazendo um apelo a que voluntários se apresentem para participarem dos primeiros testes em humanos de uma nova vacina contra o novo coronavírus no Reino Unido, informou o Daily Mail, um dos mais respeitados jornais britânicos (leia a matéria original – em inglês – clicando aqui)

O objetivo é testar se uma potencial inoculação será eficaz no combate à doença. Desenvolvida na Universidade de Oxford, a vacina para a covid-19  será testada em seres humanos a partir desta quinta-feira, 23/4, desta semana. Quem participar poderá receber de 190 a 625 libras de reembolso pelo tempo gasto.

O secretário de Saúde, Matt Hancock, disse na terça (21/4) que estava “’jogando tudo” na tentativa da Grã-Bretanha de desenvolver a primeira vacina no mundo. O governo dará aos cientistas de Oxford mais 20 milhões de libras para ajudar em seus ensaios e mais 22,5 milhões para um projeto no Imperial College de Londres.

Apesar de o desenvolvimento de uma nova vacina normalmente ter cerca de 18 meses, os pesquisadores de Oxford acreditam que a produção em larga escala poderia estar em andamento já em setembro – apenas nove meses após o vírus ter surgido em Wuhan, na China.

A vacina de Oxford, conhecida como ChAdOx1 nCoV-19, será testada em até 510 pessoas de um grupo de 1.112 com idades entre 18 e 55 anos. Ela está recrutando voluntários em Londres, Bristol e Southampton. O Oxford Vaccine Centre está participando, mas atualmente não está recrutando voluntários.

É a primeira vacina fabricada na Grã-Bretanha a entrar em testes do mundo real e traz consigo grandes esperanças de que seja a chave para sair do bloqueio e banir o covid-19.

Hancock advertiu que o desenvolvimento de vacinas é uma “ciência incerta” que geralmente leva anos, mas que a capacidade de fabricação será aumentada caso a inoculação seja bem-sucedida e o produto esteja adequado para ser lançado ao público em grande escala.

O estudo levará seis meses e está limitado a um pequeno número de pessoas, para que os cientistas possam avaliar se é seguro e eficaz sem usar grandes quantidades de recursos – cada paciente deve retornar entre 4 e 11 vezes após a inoculação – e sem o risco de um grande número de pessoas sendo afetadas se algo der errado.


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