A imunidade baseada em anticorpos ao novo coronavírus desaparece em poucos meses, de acordo com um novo estudo britânico.

É um resultado que traz muita apreensão. “Este trabalho confirma que as respostas protetoras de anticorpos nos infectados com coronavírus parecem diminuir rapidamente”, comentou Stephen Griffin, professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Leeds.

Sobre a imunidade durar mais tempo em quem tenha tido a covid-19 de forma mais grave, isso ainda é uma incógnita, mas, segundo Griffin, “apenas uma questão de meses”.

Ou seja, uma reinfecção de alguém que já teria se curado, segundo a pesquisa, se tornaria possível. E essas pessoas poderiam voltar a transmitir a doença.

Ou seja, o Sars-CoV-2 seguiria o padrão de outros quatro tipos de coronavírus, que circulam pelo mundo causando resfriados comuns e podem infectar as mesmas pessoas ano após ano.

Mas até na má notícia há um consolo: ocorre que, se seguir da mesma forma que seus “irmãos”, o novo coronavírus agiria numa segunda vez de forma mais branda. Outra possibilidade é que haveria uma resposta imune ao vírus invasor.

O risco de uma nova infecção acabaria com a teoria da imunidade de rebanho, pela qual a população se protegeria após uma porcentagem dela ter contato com o micro-organismo.

A busca por uma vacina continuaria, mas com essa nova informação. Dessa forma, as vacinas em desenvolvimento terão de produzir uma proteção mais forte e mais longa do que a infecção natural.

Teria outra saída? Segundo o professor, seria então necessário aplicar as vacinas em intervalos curtos. Seria algo como as doses de reforço, que boa parte toma anualmente contra a gripe.

(continua após a publicidade)

“Se sua infecção está fornecendo níveis de anticorpos que diminuem em dois a três meses, a vacina potencialmente fará a mesma coisa”, disse Katie Doores, principal autora do estudo, ao The Guardian, acrescentando que “uma dose pode não ser suficiente”.

O estudo do respeitável King’s College London ainda não foi revisado por pares, mas já está publicado no site medrxiv (clique no link para ter acesso ao original, em inglês).

Os pesquisadores estudaram a resposta imune de mais de 90 casos confirmados. Desses, 65 haviam sido confirmados por testes sorológicos.

O trabalho mostrou que os níveis de anticorpos neutralizantes, capazes de destruir o vírus, atingem seu pico em média cerca de três semanas após o início dos sintomas e depois começam a declinar rapidamente.

(continua após a publicidade)

Apenas 16,7% dos indivíduos ainda apresentavam esses anticorpos neutralizantes em altos níveis depois de 65 dias após o início dos sintomas.

De acordo com exames de sangue, mesmo os indivíduos quem teve sintomas leves sofreu uma resposta imune ao vírus, mas geralmente menor do que nas formas mais graves.

Com informações do The Brussels Times.


O portal Estádio das Coisas apoia as medidas
de isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus.
#FiqueEmCasa    #SeSairUseMáscara


COMENTÁRIOS




Estádio das Coisas
A arena para todos os debates