Você provavelmente sabe quatro tipos de sangue: A, B, AB e O, podendo ser, cada um positivo (A+, B+, O+ ou AB+) ou negativo (A-, B-, O- e AB-), de acordo com o fator Rhesus (Rh).

E você, se acompanha o Estádio das Coisas, já viu aqui nesta matéria que, segundo algumas pesquisas, pessoas com o sangue tipo A podem ser mais vulneráveis a formas graves da covid-19.

Pois surgiu mais um trabalho, publicado no New England Journal of Medicine, que pede novamente uma análise de pacientes com atenção ao tipo sanguíneo e sua influência no desenvolvimento da doença.

Os cientistas que compararam os genes de milhares de pacientes na Europa descobriram – novamente – que aqueles que tinham sangue tipo A eram mais propensos a ter dificuldades com o novo coronavírus em situação mais evoluída da covid.

No entanto, também fizeram menção aos indivíduos com o tipo O sanguíneo. Estes seriam pacientes com menos probabilidade de ter um agravamento.

O trabalho não é exatamente uma prova de que haja uma conexão do tipo sanguíneo, mas mostra é mais um a jogar com esse aspecto, confirmando um trabalho anterior da China sobre o mesmo assunto.

“A maioria [dos cientistas] não levou em conta o estudo [chinês] porque era um estudo muito grosseiro”, declarou Parameswaran Hari, especialista da Universidade de Wisconsin. Ele diz que agora, com o novo trabalho, passou a aceitar – e achar “importante” – a relação entre gravidade da doença e tipagem sanguínea.

Mas outros pesquisadores pedem cuidado.

A evidência é “experimental, insuficiente para certeza”, segundo Eric Topol, do Instituto Translacional de Pesquisa Scripps em San Diego.

O tipo sanguíneo é constatado por meio da presença de determinadas proteínas na superfície dos glóbulos vermelhos. Pessoas com tipo O são mais capazes de reconhecer certas proteínas como estranhas, e isso pode se estender a proteínas na superfície do vírus, explicou Hari.

Durante o surto de Sars, doença causada pelo Sars-CoV-1 – antecessor do novo coronavírus, que causou a atual pandemia –, observou-se que pessoas com tipo sanguíneo O eram menos propensas a contrair doenças graves, segundo o pesquisador.

O tipo sanguíneo também tem sido associado à vulnerabilidade para outras doenças infecciosas, incluindo cólera, infecções recorrentes do trato urinário de E. coli e as consequências da bactéria H. pylori ao organismo, que pode causar úlceras e câncer de estômago.

Como foi o estudo

O estudo, envolveu cientistas em vários países, como Itália, Espanha, Dinamarca e Alemanha, e comparou 2 mil pacientes graves de covid-19 a vários milhares de outras pessoas saudáveis ​​ou que apresentavam apenas sintomas leves ou inexistentes.

Os pesquisadores vincularam variações em seis genes à probabilidade de doença grave, incluindo algumas que poderiam ter um papel na vulnerabilidade das pessoas ao vírus. Eles também vincularam grupos sanguíneos a possíveis riscos.

A maioria dos estudos genéticos como esse é muito maior, então seria importante ver se outros cientistas podem olhar para outros grupos de pacientes para encontrar se encontram os mesmos resultados, disse Topol.

Muitos pesquisadores têm procurado pistas sobre por que algumas pessoas infectadas com o coronavírus ficam muito doentes e outras menos. Ser mais velho ou homem parece aumentar o risco, e os cientistas têm visto os genes como outro possível “fator hospedeiro” que influencia a gravidade da doença.

Cientistas consideram o estudo válido e “provocativo”, mas ressaltam que é preciso que seja verificado em mais pacientes.

Com informações do portal Medical Xpress.


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