A partida contra o Botafogo não foi o melhor dos jogos do Goiás e, com certeza, foi o pior da defesa desde que o time havia voltado a vencer – Gilberto Júnior que o diga.

Mas nenhum esmeraldino achou justo o resultado de quarta-feira, principalmente pela forma com que ele foi construído.

O mau uso do VAR (sigla para video assistant referee, ou árbitro assistente de vídeo, em inglês) decidiu a partida. Não é opinião de torcedor, mas de muita gente especializada que viu o jogo sem escolher lado, como os jornalistas Juca Kfouri e Milton Neves.

Depois de começar bem, mas levar o primeiro gol numa falha de marcação em bola aérea no escanteio (tava com saudade de sofrer gol assim, né Goiás?), o time voltou muito melhor para o segundo tempo.

Aí faz um gol com Rafael Moura, que cabeceia após se apoiar no zagueiro, mas o árbitro imediatamente anula o lance. O VAR não interfere. Será que o contato foi suficiente para o salto à frente dado pelo “empurrado”? Fica a dúvida.

Minutos depois, uma bela tabelinha entre Michael e He-Man termina com o gol do primeiro. Não havia o que contestar, posição legal, jogada limpa… até o VAR chamar o juiz para esmiuçar um toque de mão involuntário e secundário de Marlone após uma dividida com o adversário.

Em ditos populares, o VAR tem servido no Brasil para achar pelo em ovo e chifre na cabeça de cavalo.

No fim de semana passado, Cruzeiro e CSA foram os beneficiados por essa atuação excessiva dos homens da cabine em detrimento das decisões de campo. Dê uma olhada na Premier League (Inglaterra) ou na Bundesliga (Alemanha) e veja como a autoridade do árbitro principal é respeitada em lances como os três acima.

É com o time alagoano, aliás, o confronto deste sábado, às 17 horas, no Serra Dourada. Seria o time em que, antes do início do Brasileiro, a maioria apostava as fichas como primeiro rebaixado do ano. Não será.

Mais do que isso, com a vitória sobre o Inter, na quarta-feira, saiu do Z4 e vem bastante motivado o CSA. Isso nas mãos do treinador Argel Fucks, para provar que toda panela tem mesmo sua tampa.

Em Goiânia, porém, não será páreo se o Goiás mantiver o que jogou defensivamente nas quatro primeiras rodadas do 2º turno e ofensivamente contra o Botafogo.

LINCOLNEANAS

 * * * * *  Não se mexe em coisa que está dando certo, principalmente se não há margem para experiências. Por isso, o melhor a fazer sem Léo Sena em campo é colocar alguém que faça em campo o mais próximo do que ele executa.

 * * * * *  Emocionante a entrevista especial que o repórter André Rodrigues, da Rádio Sagres 730 AM, fez com Rafael Moura. Depois de falar sobre o futuro de Michael, He-Man expôs seu sofrimento pessoal com a doença de sua mãe, em Belo Horizonte. Lembrei-me da fase ruim de Egídio no Goiás, em meados de 2012, a qual foi explicada em grande parte quando se soube da morte de sua mãe. É nessas horas que o torcedor precisa entender o limite das críticas e das vaias: jogador tem sua vida particular, tem família, tem seus dramas.

 * * * * *  Em tempo: dentro dos limites de seus 36 anos, atacante tem cumprido bem sua parte em campo nos últimos jogos.

 * * * * *  Tem tempo que não faço isso, mas gostaria de mandar uma saudação especial a quem sempre colabora com este Blog dando seus feedbacks sobre as postagens. Vai aqui então minha saudação aos amigos os irmãos Vitor Arantes e Waldir Arantes Neto, Frederico Landi, Graciano Arantes, os também irmãos Fábio e Fabiana Coelho, Ivana Mamede, meu caro colega José Carlos Lopes e a galera qualificada do grupo Esmeraldinos de Elite. Abraço verde a todos e depois a gente cita mais um pessoal aqui!

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.