Por ironia, a solução para não dar de bandeja a eleição para o retorno do caiadismo ao governo está na casa de Daniel Vilela. Mas não é ele

Claro que o processo eleitoral só está no começo. Claro que tem muita água para rolar por debaixo da ponte.

Caiado 2 Foto Divulgação 470x300 - Só um nome pode derrotar Caiado – e você sabe quem é
Senador Ronaldo Caiado: favorito às eleições estaduais em Goiás e destacado nas pesquisas de intenção de voto | Divulgação

Mas, no caso da eleição em Goiás, não dá para negar a imensa vantagem que o senador Ronaldo Caiado (DEM) tem para seus adversários nesta pré-temporada eleitoral.

Caso as eleições fossem hoje, o combativo (entendam esse adjetivo como quiser) político teria vitória assegurada em primeiro turno, com tranquilidade.

O tucano José Eliton tem a máquina do governo, tem o poder em suas mãos, mas seu perfil não caiu nas graças do povo. Não parece possuir o carisma dos políticos em seu favor e, também negativamente, parece ter absorvido todo o desgaste do Tempo Novo, a ponto de passar recibo disso ao declarar a instauração do “Novo Tempo Novo”(?).

Daniel Vilela (MDB) seria o novo Marconi, do lado oposto. Tem a mesma idade que o ex-governador quando da espetacular e surpreendente vitória sobre Iris Rezende (MDB), em 1998. Só que o deputado federal está “envelhecido” pela exposição das redes sociais e por posições impopulares que serão cobradas dele, como seu engajamento na reforma trabalhista – foi presidente da comissão sobre o assunto, na Câmara.

Por ironia, a solução para não dar de bandeja a eleição para o retorno do caiadismo ao governo está na casa dele: é o ex-governador, ex-senador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. O pai de Daniel transita muito bem pela cozinha do Palácio das Esmeraldas e já deu sinais de que veria com bons olhos a união entre MDB e PSDB.

Do lado tucano do tabuleiro, Maguito seria um nome muito digerível para barrar Caiado, principalmente se José Eliton não der um salto considerável na próxima pesquisa de intenção de votos.

Resta saber se o veterano político, certamente o mais diplomático entre as grandes referências do Estado, estaria disposto a voltar assim à vida pública. Ainda mais tendo de tirar o sonho do filho. É tudo muito difícil, mas talvez essa seja a parte ainda mais complicada. De qualquer forma, não há nada impossível quando o assunto é poder.

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