# Copa do Mundo da Rússia – 2018 – Dia 18 #

Hoje, de acordo com os planos de voo dos entendidos e especialistas, era dia de a Rússia dar um adeus cordial de bom anfitrião, como o Japão em 2002. Porém, preferiu, assim como a também anfitriã Coreia do Sul, despachar a Espanha. Sem, contudo, os subterfúgios escusos, as patifarias e trapaças que permearam aquela Copa, tão esquisita e tão sem graça.Mas a Espanha não vinha como FAVORITAÇA? Pois é. Com esse jogo que a gente pode chamar de “handebol c’os pé”, chatérrimo, pero eficiente, a Espanha costuma despertar paixões na imprensa e em alguns torcedores. Ou talvez o pessoal misture o gado pelo fato de ser na Espanha que “moram” Real Madrid e Barcelona, sem se dar conta que esses times nunca ganhariam 15% do que ganharam se jogassem só com espanhóis.

Espero que essa conversinha diminua, depois de uma eliminação na fase de grupos e depois outra nas oitavas.

skynews gerard pique spain 4350675 400x300 - Rússia 2018, dia 18: Adiós, amigos – a queda da "favoritaça" Espanha
No lance decisivo da partida, Piqué faz bloqueio de costas e comete pênalti | Reprodução

Porque a Espanha viveu alguns bons momentos contra Portugal, depois um primeiro tempo interessante contra o Marrocos, mas nada que a deixasse em condições de reivindicar um posto de favorita ao título. Piqué, um zagueiro limitadíssimo, hoje fez um pênalti de Júnior Baiano. Sérgio Ramos resolveu ser Felipe Melo. Iniesta no banco? Aquilo me pareceu acúmulo de soberba, preservando ele para as quartas!

Já vi muitos times jogando assim, como se pudessem decidir o jogo a qualquer momento. O tempo passa, vêm os pênaltis e a derrota! Foi o que a Croácia QUASE experimentou depois de 115 minutos da mais pura chatice futebolística! Aliás, contrapor os jogos de domingo aos de sábado seria covardia! O jogo da Croácia valeu quando o Pequeno Schmeichel catou o pênalti do Modric aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação! E nas tribunas, Schmeichel Pai, aquele monstro, um dos maiores goleiros que eu vi jogar, torcendo pelo “filhinho”!

Impossível não se emocionar! Ali, você esquece que o time da Dinamarca é horroroso, que pratica uma antítese de futebol e que, talvez por isso, tenha conseguido travar o até então jogo fluido da Croácia. Ou, então, seja a minha teoria de superestimar vitórias maiúsculas em equipes ruins que disfarçam bem, como foi o 3 a 0 na Argentina.

Nunca teve nem nunca haverá justiça nesse tal de futebol. Mas seria bom que houvesse um pouco, pelo menos. Porque, dessa forma, depois que o Schmeichel pegou o pênalti numa prorrogação de oitavas de Copa do Mundo, com o pai assistindo, era o caso de dar por encerrado o cotejo, só para que pai e filho pudessem se abraçar!

Segue a Croácia para enfrentar a Rússia. Voltando os olhos para um tempo que nem dá pra acreditar que já existiu, dá pra pensar em finais olímpicas de basquete que esses times, em outras configurações, já disputaram. União Soviética, Iugoslávia, Brejnev, Tito, Sabonis, Petrovic… quis o destino que esse lado da chave ficasse mais “fácil”, com equipes menos “cascudas”, com menos camisa e menos título. Deve ser legal entrar sempre como franco-atirador e não deixa de ser uma maneira diferente de analisar os caminhos até a final.

Três campeãs já ficaram pelo caminho. Duas vão se enfrentar nas quartas. E amanhã, a que detém o maior número de títulos entra em campo, cada vez mais favorita.

Nessa Copa da coletividade, talvez esteja passando da hora de surgir o grande brilho individual!

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Randall Neto
Randall tem 45 anos, é brasileiro sem orgulho nem preconceito, com algum amor, sim senhor. Tem dois filhos, torce pela Argentina e ainda acha que dá pra empatar o jogo contra a Itália de 82. Escreve sobre Copas do Mundo desde 2002.