O que tem faltado no futebol de hoje (e no Atlético) é esse espírito moleque de bairro longe do mundo, de querer ser o pródigo no meio dos grandes, de impressionar.

Os jogadores estão muito burocráticos, têm medo de ir para cima, de querer ser grandes. Esse tipo de discurso de dirigentes, jogadores e parte da torcida, corrobora com o meu texto anterior aqui no Estádio das Coisas.

Adson deve ter aberto de fato os cofres e o bicho deve ter sido gordo e, pelo amor ao numerário, que venha o mais adversário fraquinho – porque assim se ganha mais dinheiro.

Eu não! Eu queria o Santos e agora quero mais ainda, quero o Accioly cheio nesta quarta-feira e esse povo sentindo a pressão do estádio lotado.

E lá não tem essa de vidro separando o gramado: é cerca mesmo e os jogadores adversários + arbitragem conseguem ouvir até receita de bolo.

Vai ser uma batalha e espero que nossos atletas pensem em ser grandes, vitoriosos em cima de quem lhes trará mais visibilidade. Só assim isso fará maior também o Atlético.

É uma dica que dou para a vida profissional: bater em nanico nunca trará muita glória. Assim sendo, avante!

Sejam como os vietcongs, pelos quais ninguém dava nada e ganharam uma guerra improvável.

E a responsabilidade de pensar uma tática meio guerrilheira assim é do técnico Wagner Lopes. Organize e proteja essa “zagueirada” lenta e coloque o que temos de melhor para que assim o Dragão asse essa piaba.

Ah, já ia me esquecendo: Adson, pode dar uma aumentada no bicho, que isso também vai ajudar.

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Leandro Machado
Economista, músico e servidor da Universidade Federal de Goiás.