Ontem foi dia de festa pra torcida vilanovense.

Classificação à terceira fase da Copa do Brasil, quase um milhão e meio de bolsonares reais na capanga e a torcida do time rival espumando de raiva.

Tem coisas na vida que nem Mastercard paga.

Mas colocando os pés no chão e deixando a adrenalina voltar ao seu lugar, fui dormir #xatiado com esse time. Não fosse o goleirão da URT peidar na farofa e teríamos sido desclassificados com gol de Cascata.

Imaginem isso, meus senhores, que humilhação seria…

O jogo começou tranquilo pánois, diria o gordo Walter. O time tocava bem a bola, tinha espaços para atacar e dominávamos o jogo com certa facilidade. A URT não pressionava, dava pouco trabalho a nossa defesa e parecia que já tinha a mão de Dudu Batistinha na melhora tática do time. Cheguei a tuitar:

Captura de Tela 2019 02 28 às 16.09.47 600x192 - Pós-jogo: estou ficando velho pra torcer pro Vila Nova

E, para melhorar o que já era bom, ainda fez um gol com cruzamento de Gastón e finalização de Michel Douglas. Acuma? Devo tá sonhando, essa jogada mais improvável no mundo do futebol acabava de acontecer bem ali à minha frente.

Tá fácil demais, pensei. Esse time de vermelho é o Vila Nova mesmo? Nunca foi fácil pra nós, por que agora seria diferente?

Dali pra frente já comecei a imaginar como gastaria esse milhão e meio: vou colocar mármore nos banheiros do OBA, vou colocar também uma cobertura pra aliviar o calor/chuva pra minha torcida e, se sobrar uma merrequinha, um telão gigante atrás do gol.

Aí começou o famigerado segundo tempo. E o time caiu tanto de produção que começo a achar que nos jogos do Vila poderia ter só o primeiro tempo. Vou despachar um pedido pra CBF.

Nossa defesa voltou ao velho hábito de falhar mais que o caráter do Zé Loreto e nessas horas que vejo como somos dependentes do Capita Wesley. E como Giaretta deixava a gente feliz e a gente não sabia. Volta aí Gigi, a gente tava brincando, tolinho.

A vaca parecia caminhar rumo ao brejo quando o arqueiro URTelino entregou a paçoca pra Danilo 120k. Ele comeu, agradeceu e a hastag #nuncacritiquei bombou em todas as páginas de torcedores colorados. Agora sim dá pra pagar seu salário sem deixar água e energia atrasarem.

Quando a vaca parecia ter desistido de ir pro brejo, Neto Moura me faz uma falta no finalzinho do jogo próximo a nossa área (por que não fez o mesmo no Porrinha no jogo de domingo?). E o resto dessa história todo mundo já sabe, nem vou escrever isso aqui porque ainda me deixa irado.

Terminado o jogo no tempo normal, desliguei a TV. Não tenho mais idade pra acompanhar disputa de pênaltis do meu time.

Acompanhei pelo Twitter. Tô ficando velho e sensível demais pro Vila.

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Anderson Milhomem
Anderson Milhomem, 47 anos, publicitário, diretor de arte que tem o design como inspiração, a escrita como paixão e o Vila Nova como religião. Deus no céu e Bé na terra. Amém. @anderson_milhomem