Um pai chama o filho até a sala.
O garoto vem correndo.

— Filho, senta aqui, vou te fazer uma pergunta. O que você está vendo?

E mostra, ao menino, fotos de outras crianças na tela do computador, enquanto faz perguntas.

O rapazinho, meio que sem entender a razão, vai respondendo tudo de modo natural.

As respostas são óbvias, sem deixarem de ser surpreendentes.

Parece que o pai quer fazer alguma espécie de teste com o filho – e, na verdade, é isso mesmo. Um teste que serve para todos nós, seja de um lado (adulto) como do outro (crianças).

Veja a seguir o vídeo da conversa e entenda o porquê:

As respostas são só sobre carinhos, beijos, abraços, sorrisos… nada fala sobre cores.

A lição que fica, após o beijo e o abraço entre pai e filho ao término do vídeo, é que racismo não é algo natural. Ninguém nasce racista.

Como diz Gonzaguinha na música O Que É, O Que É?, é melhor, como ele, ficar “com a pureza da resposta das crianças”.

A lição é: criança aprende a ser racista com adultos, que um dia já foram crianças e também já foram puras.

O papel dos novos adultos segue sendo mudar isso para que as futuras gerações não precisem nem mesmo ser colocadas na situação do garoto para causar espanto em quem veja um vídeo semelhante.

Que seja assim.


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