Palmeiras e Santos foram a Maceió e voltaram para São Paulo sem conseguir bater o CSA.

O time alagoano, embora cotado fortemente a voltar para a Série B ao fim de 2019, realmente foi osso duro para os paulistas – embora os líderes do campeonato tenham jogado com os reservas.

Ocorre que, por outro lado, se fez gigantes tropeçarem, o CSA ainda não deu passo firme na competição: depois de cinco jogos, é um dos três que não venceram, como Avaí e Vasco – este, coitado, já chegou à sexta partida ainda na seca.

Esta segunda-feira é dia de o Verdão da Serra enfrentar o representante das Alagoas na Série A, às 20 horas, no Estádio Rei Pelé. Animando a torcida esmeraldina, há razões interessantes para dizer que a sequência ruim do time local pode prosseguir depois do jogo de logo mais.

A explicação? Marcelo Cabo (treinador do CSA) e Claudinei Oliveira adotaram o mesmo modo de jogar, abrindo mão da posse de bola. Não é um demérito, apenas uma estratégia de jogo: deixe a bola com o adversário, faça pressão e tome-a para puxar um contra-ataque e conseguir o gol.

Foi assim que o Goiás agiu na maior parte dos jogos deste Brasileirão. A filosofia é exatamente oposta à de Maurício Barbieri, o técnico anterior, que priorizava a equipe estar com a bola, como discípulo que é de Pep Guardiola.

Claro que todos os esmeraldinos amariam ver o time jogando ao espelho de um City ou de um Barcelona, mas é novamente a dicotomia expectativa versus realidade: queremos um jogo bonito de troca de passes com a bola nos pés alviverdes, mas temos limitações técnicas para isso – não só o Goiás, mas praticamente todos os elencos brasileiros. Veja como Fernando Diniz (Fluminense) sofre por insistir radicalmente nessa forma de jogar.

E agora vai uma informação importantíssima para quem vai assistir ao jogo: Goiás (19º) e CSA (20º) são os dois times lanterninhas no ranking da posse de bola no Brasileirão. Só que na classificação geral um está em 9º e outro em 19º.

A diferença na pontuação se explica pela eficácia (ou falta dela) no espaço de tempo em que cada equipe fica com a bola. O Goiás tem criado muitas chances de gol, tanto que não passou em branco no placar em nenhuma partida.

A maior curiosidade para o jogo de hoje é: alguém terá de ficar com a bola, mas quem será? Pressionado pela tabela, pela falta de vitórias e jogando em casa, o CSA precisa muito mais do resultado.

A não ser que apresente uma eficiência ainda não observada no campeonato, os alagoanos vão tentar o gol e abrir brechas. Quando isso ocorrer (e vai ocorrer), só teremos de desejar boa sorte a Michael e Barcia.

O contra-ataque, mais do que nunca, é o atalho para a terceira vitória consecutiva.

LINCOLNEANAS

 * * * * *  Pessoal fazendo as contas de que, se o Goiás ganhar do CSA, fica como vice-líder ou algo assim. Vale a pena pelo momento, mas, caso venha, a vitória será melhor por por ocorrer contra um adversário na luta contra o rebaixamento. Depois de três anos de Série B, isso tem de ser a primeira preocupação.

 * * * * *  Além de garantir vitórias com grandes defesas, Tadeu tem feito o Goiás ganhar também uma importante mídia espontânea, até sem jogar. Motivo: ser xará de Tadeu Schmidt. No Fantástico deste domingo, o apresentador mostrou dois gols do goleiro no rachão do elenco em Maceió!

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.