De Boa? Pulemos o mimimi inicial e vamos ao que interessa a nós, vilanovenses de nobre estirpe.

Quando começou a Série B, esse humilde escriba imaginava que a torcida vilanovense iria sofrer bastante por conta do nosso ataque capenga. E, para minha surpresa, conseguimos 4 vitórias e a proeza de marcar vários gols. Nesse momento pensei: queimei a língua!

Mas aí veio mais algumas rodadas e, pelo jeito, minha desconfiança tinha fundamento. Já somos um dos piores ataques da competição. E a defesa? Ah, essa continua bem, obrigado.

Tenho a impressão que nosso amado treinador não é muito chegado a atacar. Por ele, os atacantes seriam eliminados do jogo. Defesa e meio campo já bastariam para o dito cujo. “Pra que atacar se posso apenas defender? Dá um trabalho danado esse troço.”

Vamos aos fatos. Ano passado nosso time não conseguiu virar nenhum jogo na Série B – alguém me disse dias desses. Eu acho que esse ano, no Goianão, também não – estou com preguiça de pesquisar. E em 10 rodadas da Série B, nada ainda.

Ou seja, basta sofrer um gol e a vaca já liga o waze pra descobrir o caminho do brejo. Os jogadores olham um pro outro e pensam: e agora, José? No esquema tático do senhor HM eu tenho dó do centroavante. Mais isolado que Tom Hanks em O Náufrago. Termina o jogo e lá está o atacante todo barbudo, desnutrido e chamando a bola de Wilsoooon…corre até o perigo de ser deixado pra trás um dia.

– Professor Hemerson, acho que deixamos o Felipe Silva lá no Serra…
– Quem é Felipe?

Nosso time não é treinado pra ter a posse de bola, dominar o jogo, pressionar o adversário. Ou simplesmente fazer o goleiro do lado de lá suar a camisa (a do goleiro do Ferroviário, na Copa do Brasil, nem fedeu). Parece que é treinado pra defender, defender e defender. E depois…defender mais. Fazer 2 ou 3 gols no mesmo jogo é o mesmo que estar com hemorróidas e parir um porco-espinho.

Um amigo esmeraldino diz que, no Vila, o esquema tinha que ser igual ao futebol americano: um treinador pro ataque, outro pra defesa.

E quer saber? Taí uma ideia brilhante. Contratem Guilherme Alves, junte com Hemerson Maria no mesmo banco e a Série A é logo ali. Como não pensamos nisso antes, meu pai?

Ô Ecival, tá na escuta?

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Anderson Milhomem
Anderson Milhomem, 47 anos, publicitário, diretor de arte que tem o design como inspiração, a escrita como paixão e o Vila Nova como religião. Deus no céu e Bé na terra. Amém. @anderson_milhomem