Ao se despedir de seu filho, Mercedes Carrascal, a mãe de Ricardo Boechat – jornalista morto em um acidente de helicóptero em São Paulo na segunda-feira, 11 – fez uma declaração digna de uma tribuna.

Primeiramente, falou de como seu filho era desenvolto desde pequeno. “Ricardo falava perfeitamente já com um ano e pouco, era um menino de quem os velhos gostavam muito, porque ele gostava de conversar com eles”. Ela disse que Boechat ficaria assombrado com a quantidade de gente de todas as classes sociais que mostraram carinho por ele em seus depoimentos.

E conta o que mais representava Ricardo Boechat em seu funeral. “Aquelas coisas de táxi (luminosos) que botaram em cima do caixão dele foi maravilhoso. Quando eu vi, falei ‘gente, agora sim é o caixão de Ricardo!’.”

Comprovando que o apresentador do Jornal da Band tinha de quem puxar o espírito crítico e questionador, ela cobrou postura das autoridades brasileiras e que a população exija o “respeito que merece ter”.

“Eles (políticos) têm obrigação de nos dar respeito, não caridade pública: hospitais que nos atendam com decência, colégios públicos que sirvam para aprender realmente, trânsito ordenado. Temos muito o que aprender.”

“Todos somos iguais, tem valor tanto um porteiro como um médico. Cada um em seu trabalho, se o desempenha com dignidade, é necessário e importante para toda a sociedade”, disse dona Mercedes, uma argentina de 87 anos que vive em Niterói (RJ) desde 1956.

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