Usando a mesma técnica chinesa que identificou o Sars-CoV-2, causador da pandemia de covid-19, cientistas franceses descobriram um novo vírus em um hospital nos arredores de Paris.

A equipe que fez o trabalho afirma, antes de tudo, que não há motivos para suspeitar que levará a uma crise de saúde semelhante.

O micro-organismo foi nomeado como Cristoli, para fazer referência a Créteil, uma localidade com 90 mil habitantes no subúrbio de Paris, a 10 quilômetros da Cidade-Luz. Foi lá, no Hospital Henri-Mondor, que o vírus foi identificado.

Ele foi descoberto em uma mulher de 58 anos de Paris que morreu de encefalite – doença que se carateriza pela inflamação do cérebro –, ainda em 2019.

Entretanto, os estudiosos acham que é muito cedo para dizer em que medida o vírus foi responsável pela morte da paciente, já que ela tinha comorbidades graves.

“Essa encefalite ocorreu em uma pessoa que estava bastante comprometida em sua imunidade, muito doente e com outras patologias”, afirmou o professor Jean-Michel Pawlotsky (foto em destaque), o chefe de biologia médica do Hospital Henri-Mondor.

O cientista afirma que, se no futuro novos casos com o vírus recém-descoberto surgirem, se poderá entender melhor o quadro clínico associado a essa doença.

Paulotsky ressalta que, comparada ao Sars-CoV-2 (novo coronavírus), a ação do Cristoli nos seres humanos é bem diferente. “Ainda é cedo para falar se esse foi um caso isolado de queda de imunidade ou se teremos outros, mas o modo de transmissão da doença não se parece em nada com o coronavírus.”

Ele explica que a covid-19 circula por gotículas entre humanos e com transmissão direta – por isso, tem alto poder epidêmico. “O que vimos aqui foi muito diferente. Francamente, não sabemos como o paciente contraiu o vírus”, diz.

O novo vírus é um tipo de ortobunyavírus, uma família de patógenos comumente disseminada por mosquitos.

Também por isso, uma teoria é de que o Cristoli foi adquirido pela vítima por meio do contato com um inseto, mas não há nenhuma prova disso ainda.

A identificação de outro novo vírus logo após o coronavírus é, na verdade, algo muito bom: um sinal de melhoria dos métodos de detecção, algo que se espera levar ao aumento da descoberta precoce do número de novos patógenos no futuro.

Com informações da AFP.


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