Eu entendo que o torcedor esmeraldino fique p* da vida com o fato de Michael não estar rendendo, em dois jogos da Série A, o que rendeu na Série B ou no início do Campeonato Goiano.

Eu entendo, mas ressalto o “mas” que está óbvio: é Série A, não Segundona nem Estadual. O buraco é mais embaixo, porque o nível é mais acima.

Eu entendo a irritação com o principal jogador da equipe ter falhado em um momento crucial do jogo de quarta-feira, ao errar um passe que poria o Goiás na iminência de igualar o placar, no fim da partida.

Eu entendo até as vaias que se seguiram a isso, apesar de racionalmente ter observado que ele teve participação no gol de Barcia e fez uma assistência que Kayke errou ao tentar um gol de letra. Ah, teve o cruzamento para Brandão, no fim do jogo.

Eu entendo, porque torcedor é apaixonado e irracional, principalmente com o sangue quente.

O que não dá para entender é o treinador abrir mão do principal jogador após duas míseras partidas, uma realmente apagada (contra o Fluminense) e outra com oscilações positiva e negativas (contra o São Paulo).

Entendo que ele queira ter Renatinho em campo, uma das poucas contratações que se mostraram bem-sucedidas.

Só não posso considerar que o cara a ser sacrificado tenha de ser Michael. Muito menos por conta de uma eventual pressão das arquibancadas.

Michael pode até estar sentindo o peso de jogar Série A, mas esse sentimento é totalmente natural. E só se perde esse peso jogando mais e mais.

Colocá-lo no banco, hoje, sem que haja uma justificativa física/médica para tanto, me parece servir apenas para punir o próprio time.

Mas o técnico é Claudinei, não é? Foi ele a escolha da diretoria, não outro, muito menos eu. Torçamos.

LINCOLNEANAS

 * * * * *  Resumindo a estreia contra o Fluminense: um jogo muito louco, mas feliz. O Goiás voltou à Série A com a imposição de um resultado que sua camisa merece. Simbólico que tenha sido no Maracanã.

 * * * * *  E o que dizer da volta ao Serra, contra o São Paulo? A surpresa ficou pela presença fantástica e maciça dos esmeraldinos. Parabéns à torcida! Em campo, um jogo cujo resultado justo seria um empate. Com alguns ajustes e um finalizador nato, a tendência é não passar sustos na Série A.

 * * * * *  Por outro lado, uma alteração sensata é a entrada de Daniel Guedes na vaga de Kevin.

 * * * * *  Excelente que o Goiás tenha custeado do próprio bolso a recuperação do Serra Dourada para seu usufruto e o dos demais clubes da capital. Mas uma pena que não tenham gastado um pouco mais para reformar os sanitários e dar mais conforto aos torcedores (e principalmente às torcedoras) que frequentam o estádio.

 * * * * *  Eu trocaria a pintura colorida das arquibancadas por banheiros em condições dignas de uso. Aprenda a tratar seu torcedor com carinho, Goiás! Veja como estava a arquibancada na quarta-feira: é tão pouco o que essa galera precisa para se mostrar presente, será que não merece?

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.