Aviso importante: O fato de o médico estar dançando com sua paciente não significa que a doença não seja muito contagiosa. Como já havia passado duas semanas, provavelmente a mulher já não tinha mais o vírus no organismo; em segundo lugar, o profissional está paramentado com todos os equipamentos de segurança para sua proteção. 

“Quando olhei a terra ardente / Qual fogueira de São João…”

Entre os vários cenários para escutar e dançar esse clássico da música nordestina, brasileira e até universal – já foi tocado por orquestras em todo o mundo -, um dos menos prováveis seja a UTI de um hospital.

Pois foi lá, todo paramentado de equipamentos de proteção individual (EPIs) que o médico Pedro Carvalho Diniz chamou sua paciente para dançar, conforme conta a reportagem do portal Metrópoles (que você pode acessar clicando aqui).

Não era uma paciente qualquer. Era uma jovem mulher, de 29 anos, que havia lutado pela vida desde o dia 2 de abril, quando foi internada em estado grave no Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), em Petrolina (PE). Diagnóstico: covid-19.

“Ela foi nossa primeira paciente com a Covid-19. Foi internada na UTI no dia 2 e eu a entubei no dia 3. [Dançar] foi uma forma não apenas de testar a dependência dela de oxigênio, mas de humanizar o atendimento”, contou Diniz ao Metrópoles.

Mais do que mostrar que sabe dançar forró muito bem, Pedro Diniz, com sua atitude, gravada em vídeo que viralizou na internet, deu esperança a todos os pacientes com Covid-19 que lutam para vencer a doença pelo mundo inteiro.

A paciente passou duas semanas entubada se tratando. Agora, está perto de retomar a vida. Mais uma que o coronavírus não conseguiu derrotar.


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