“Não parece que haja nada de defeituoso em nossa resposta imunológica ao vírus; há muitas razões para ser otimista.” 

A conclusão é do virologista Florian Krammer (foto), que coordena um laboratório no Hospital Monte Sinai, referência em Nova York, e está à frente do combate ao novo coronavírus.

Ele concedeu entrevista ao períodico El País, em que considera a China como a favorita a concluir os trabalhos para uma vacina contra a covid-19.

Há meses o trabalho de Krammer e sua equipe é pesquisar o Sars-CoV-2. Seus vários estudos esclareceram as dúvidas sobre a existência da imunidade em indivíduos que se curam da doença.

Uma de suas contribuições mais recentes e importantes analisa detalhadamente a resposta imunológica de 20 pessoas que superaram a infecção. O resumo do que concluiu a equipe de Krammer é a frase que abriu este texto: a imunidade adquirida é segura.

Krammer calcula que, após o contato com o novo coronavírus, os anticorpos durariam no organismo de um a três anos.

Mas o pesquisador ressalta que, embora eles desapareçam com o tempo, esta não é nossa única defesa. “Também temos células de memória B que podem voltar a fabricar anticorpos muito rapidamente se você voltar a se infectar. Embora a imunidade gerada com a vacina não seja para toda a vida, isto não é um problema”, acrescenta.

O virologista, nascido na Áustria diz que a solução definitiva para a covid-19 passa mesmo pela obtenção da vacina, criticando seriamente aqueles que desejam criar a chamada imunidade de rebanho, que é a tática de expor a comunidade ao vírus de modo que o número de contaminados chegue a tal ponto (diz-se que 70% do total) que acabe por proteger o restante da população.

“Obter a imunidade de grupo exige tantas mortes que aspirar a ela é imoral“, assevera Krammer. Em princípio, o Reino Unido e a Suécia agiram dessa forma. Expor as pessoas ao vírus como algo “inevitável”, até criar a proteção, é também algo que já foi sugerido pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Em síntese, o pesquisador diz que “haverá vacinas e estas acabarão com a pandemia”. “A pergunta é quando as teremos e quanto dura a imunidade que venham a gerar. Estou muito otimista”, declarou.

Entre os vários candidatos à lançar a vacina, o virologista vê a China como quem deva concluir primeiramente seu produto, “ainda no outono boreal” [que vai de setembro a dezembro].

Veja a entrevista completa de Florian Krammer ao El País clicando aqui.


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