Depois de longos cinco anos sem vê-la, ei-la: a Sula.

Sula é um nome carinhoso e intimista para uma competição que se tornou muito especial para a torcida esmeraldina, desde dez anos.

A perda do título em 2010 para o Independiente, naquela noite triste de Avellaneda, talvez seja a maior dor sofrida pelo peito alviverde, maior até que do que o rebaixamento daquele mesmo ano ou qualquer outro.

É que a glória da conquista da taça continental esteve ali, nas mãos, à distância de um pênalti. E a perdemos.

Bem verdade é que o Goiás foi totalmente prejudicado pela arbitragem nos jogos de ida e de volta, às vezes de forma descarada. Carlos Amarilla nunca será perdoado.

Pesou a camisa de um clube que tem o apelido de Rey de Copas, pelas sete conquistas de Libertadores no currículo. Pesou a inexperiência de nossos dirigentes com competições internacionais e seus bastidores.

Não merecíamos a derrota naquela final, mas ela aconteceu. Assim é o futebol, que nunca primou por fazer justiça ao mérito.

Desde então, apesar do cântico da arquibancada falar em Libertadores, nossa obsessão verdadeira é conquistar a Sula.

Por isso, não é à toa que muitos esmeraldinos se deslocaram até o Paraguai para acompanhar o que é apenas o primeiro jogo da 1ª fase da Copa Sul-Americana.

Nesta terça-feira, no modesto Estádio Luis Alfonso Giagni, em Assunção, às 21h30 e com transmissão apenas pela internet (aplicativo DAZN), o Goiás estreia contra o Sol de América, uma equipe da “classe média baixa” do cenário paraguaio. Algo como o Paraná Clube no Brasil, guardadas as devidas proporções.

Se o Verdão não está lá essas coisas – e a gente sabe bem –, os paraguaios estão pior: foram quatro jogos por seu campeonato nacional, com três derrotas e apenas uma vitória. O técnico Pablo Escobar (ex-jogador com passagens por clubes paulistas como Mirassol, Ponte Preta e Botafogo) foi demitido e o clube trouxe Luis Islas, ex-goleiro campeão do mundo pela Argentina em 1986 e que era auxiliar de um tal técnico Diego Maradona no Gimnasia La Plata.

O momento do clube fica mais conturbado ainda com um surto de dengue no elenco, o que pode desfalcar a equipe para logo mais.

Por mais que o Goiás tenha deficiências, não é jogo para perder. Um empate é bom, mas a vitória é possível também, já no jogo de ida.

Que as boas lembranças de 2010, personificada em Rafael Moura, artilheiro daquela edição, motive o grupo para recomeçarmos bem esse romance com a Sula.

LINCOLNEANAS

 * * * * *  O jogo contra o Goianésia foi o último no antigo Estádio Hailé Pinheiro. A partir de agora, com a demolição da arquibancada leste (aquela da Rua S-5) e o aumento da capacidade, o Goiás quer sediar lá jogos do Campeonato Brasileiro. Que bom que o Atlético esteja fazendo escola na Serrinha, como admitiu aquele que dá nome ao estádio…

 * * * * *  Tomara que, com a restruturação, o torcedor seja mais respeitado em sua dignidade, coisa que até hoje não houve. Fora tomar sol quando faz sol e chuva quando faz chuva, encontrar papel higiênico nos banheiros é algo de jogar as mãos para os céus.

 * * * * *  A seguir, o depoimento de uma esmeraldina assídua, que ficou indignada ao constatar a falta do material básico de higiene nos banheiros da Serrinha no jogo de sábado: “Eu me senti desrespeitada. A mulher é diferente do homem, a gente precisa ainda mais do papel higiênico. Tanto que eu levo sempre o meu de casa para o Serra Dourada, só não pensava que precisasse fazer o mesmo na Serrinha, afinal eu pago o plano de sócio-torcedor.

 * * * * *  Com a palavra (se quiser usá-la para responder, o Blog está à disposição), a direção do Goiás Esporte Clube.


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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.