Da vitória sobre o Athletico Paranaense, no Serra Dourada, até o jogo contra o Flamengo, as 11 horas de domingo, no Maracanã, será mais de um mês sem Goiás na Série A.

E, convenhamos: não há seleção brasileira que ocupe no peito o espaço do clube do coração.

Para a equipe de Claudinei Oliveira, a parada no campeonato não veio em boa hora, porque o momento do Verdão era muito bom – a 6ª colocação com uma partida a menos prova isso.

De qualquer forma, o amistoso contra o Racing uruguaio, no sábado passado, mostrou que pelo menos a disposição foi conservada.

Uma das características deste Goiás tem sido construir muitas jogadas, lutando pela bola, tomando-a e partindo em velocidade para o ataque.

Essa é a esperança para aquele que deverá ser o jogo mais difícil do Brasileiro: o Flamengo é certamente o segundo melhor elenco do País, atrás apenas do Palmeiras e se deu ao luxo de ter Arrascaeta e Vitinho no banco de reservas.

Pelo que se viu dos cariocas contra o Athletico pela Copa do Brasil, no primeiro jogo oficial do português Jorge Jesus à frente do comando técnico, o Goiás será bombardeado desde o início do jogo.

Não é algo necessariamente ruim. A ofensividade do Flamengo deixou os paranaenses com grandes espaços para contra-ataques, principalmente pelo lado direito da defesa rubro-negra, de onde saíram as jogadas dos dois gols anulados no primeiro tempo.

Com certeza, o treinador alviverde já pensa em como encaixar a velocidade de Michael e Leandro Barcia para explorar esse ponto.

Por outro lado, será difícil conter o ataque adversário. Racionalmente falando, a derrota no Maracanã é o resultado mais previsível e, caso aconteça, não deve servir como balde de água fria, ainda mais se o time se portar bem.

É o que a torcida esmeraldina aguarda neste retorno: uma equipe que dê gosto de ver jogar, que mesmo ao perder (o que invariavelmente vai acontecer) mostre poder de fogo.

Seja bem-vinda a diversão de ver o Verdão de volta!

LINCOLNEANAS

 * * * * *  Uma tristeza a extensão da pena de Walter em mais um ano. Tristeza para nós, torcedores, porque em forma Tufão é um grande reforço; tristeza para o futebol, porque sua qualidade técnica é indiscutível; mas tristeza maior para o próprio jogador, que se vê tolhido de exercer sua profissão depois de lutar tanto para se recuperar. Que o Goiás dê todo o suporte para julgamento do recurso na Suíça.

 * * * * *  Curiosidade: o Goiás não empata uma partida há mais de quatro meses. São 18 jogos (contando os dois recentes amistosos), com 11 vitórias e 7 derrotas, desde o 1 a 1 em Ipameri com o Novo Horizonte, pelo Campeonato Goiano, em 11 de março.

 * * * * *  A volta de Rafael Moura à Serrinha tem o dedo, senão a mão inteira, de Hailé Pinheiro. Ele sempre amou o He Man e sempre quis seu retorno e o jogador sempre aceitou outras propostas. Infelizmente, só aceitou vir quando o clube se tornou a única opção que apareceu.

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.