O maior mistério do Sars-CoV-2, o nome oficial do novo coronavírus, é o fato de a ele haver reações muito diferentes do organismo de pessoas que estão saudáveis.

Apesar da doença ser claramente mais grave para idosos, ainda não se entende por que entre duas pessoas relativamente jovens, saudáveis e sem nenhum fator de risco, uma delas poderá não sofrer praticamente nada e outra desenvolver complicações tais que podem, inclusive, levá-la a óbito.

Essa disparidade na resposta orgânica, na verdade, pode ser algo que exista a qualquer idade.

Pois um passo importante para a ciência entender por que a doença ataca mais algumas pessoas do que outra foi dado por cientistas de um instituto britânico (Francis Crick, de Londres) e de uma universidade alemã (Charite Universitaetsmedizin, de Berlim).

Eles descobriram 27 proteínas importantes em pessoas infectadas com covid-19, que, poderiam atuar como “biomarcadores preditivos”, de modo a que se pudesse ter uma previsão de quão doente um paciente pode ficar com a doença.

Em pesquisa publicada na revista Cell Systems, cientistas do Instituto Francis Crick, da Grã-Bretanha, e da Charite Universitaetsmedizin Berlin, da Alemanha, descobriram que as proteínas estão presentes em diferentes níveis nos pacientes com covid-19, dependendo da gravidade de seus sintomas.

Os marcadores, então, poderiam levar ao desenvolvimento de um teste que ajudaria os médicos a prever o quão doente um paciente poderia ficar se fosse infectado pelo novo coronavírus.

Haveria também material para buscar novos objetivos para o desenvolvimento de possíveis tratamentos para a doença.

Christoph Messner 462x300 - Exame de sangue poderá prever quem teria forma grave da covid-19, dizem cientistas
Christoph Messner, do Instituto Crick: “saber quem poderia ficar mais grave com a doença seria algo de valor inestimável” | Reprodução

Um teste que ajudasse prever se um paciente com covid estaria sujeito ao agravamento de seu quadro seria de valor inestimável, como disse à agência Reuters Christoph Messner, especialista em biologia molecular no Instituto Crick.

Tais testes ajudariam os médicos a decidir como administrar melhor a doença para cada paciente, bem como identificar aqueles com maior risco de precisar de tratamento hospitalar ou terapia intensiva.

Como foi a pesquisa

A equipe de Messner usou um método chamado espectrometria de massa para testar rapidamente a presença e quantidade de várias proteínas no plasma sanguíneo de 31 pacientes com covid-19 no hospital Charite, de Berlim.

Eles validaram seus resultados em 17 outros pacientes com covid-19 no mesmo hospital e também em 15 pessoas saudáveis, ​​que agiram como controle.

Três das principais proteínas identificadas estavam ligadas à interleucina IL-6, uma proteína conhecida por causar inflamação e também um marcador conhecido para sintomas graves de covid-19.

Com informações da Agência Reuters.


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