Desde a Idade Média, nunca foi fácil lidar com pandemias. Um novo micro-organismo perigoso e para o qual não há remédio nem vacina sempre traz transtornos. Assim como era no passado, também agora é um desafio para todos fazer o possível para não se contaminar nem levar o risco para sua família e comunidade.

E talvez você já saiba sobre o básico: lavar as mãos sempre, ficar em casa e usar máscara e manter o distanciamento social, caso tenha de sair. Mas aqui vão dicas que vão ajudar a complementar essas recomendações básicas de forma a diminuir ainda mais a chance de “pegar” o coronavírus.

  1    Não pegue elevador (ou pegue o menos que puder)!

Ainda não há nenhum estudo sobre a contaminação em elevadores, mas o fato de lugares muito verticalizados terem índice de contaminação acima da média traz desconfiança. E o meio de locomoção entre os andares é um dos pontos mais suspeitos de contágio, por ser um local em que entram muitas pessoas, e a todo momento. Por via das dúvidas, se puder, evite ao máximo tomar elevadores: prefira usar as escadas. Será bom para a saúde tanto como prevenção como preparação (física). Mas se usar o elevador, enfim, não encoste em nada – use uma caneta ou outro objeto para acioná-lo – e só entre lá de máscara.

  2    Compras? Só em hora tranquila e em local limpo e vazio

Sempre será necessário sair para fazer alguma compra. Mas em tempo de pandemia, têm horas mais apropriadas – e sempre são aquelas quando há menos gente. São exatamente esses momentos que você precisa aproveitar para o que precisa ser feito. Em tempos de pandemia, quanto menos tempo ficar em um estabelecimento coletivo e quanto menos pessoas esse local tiver, menor risco você corre. Higiene também é algo importantíssimo: não tem álcool gel na entrada? Então nem entre.

  3    Pra receber entregas? Entenda como se precaver

Várias pessoas já relataram que nem saíram à rua e mesmo assim foram contaminadas. A atriz Cláudia Raia, por exemplo. A única coisa que fizeram foi… receber entregas. É preciso estar atento em todo o procedimento: colocar a máscara, pegar a mercadoria com o devido distanciamento e desinfetar a embalagem ou até o próprio produto (com álcool ou água e sabão). Ah, sim: se morar em prédio, tentar fazer tudo isso pelas escadas; se tiver de usar elevador, faça sem tocar em nada (inclusive o botão, conforme item acima).

  4    Pense que suas mãos estão sempre sujas

Você já reparou que quando sujamos as mãos visivelmente (com a terra do quintal ou com a graxa da corrente da bicicleta) dificilmente as levamos ao rosto. Então, esta é uma dica valiosíssima: imagine sempre que você está com as mãos imundas, condicione seu cérebro com essa dica. Assim, quando sair de casa (se precisar), vai se precaver muito mais quando sentir vontade de coçar o olho ou quiser limpar os óculos. Aliás, se isso ocorrer, espere chegar em casa ou em um local onde possa lavar bem as mãos. Ok, o álcool gel pode resolver, mas nunca se iguala a uma boa ensaboada!

  5    Nunca tocar o rosto

Esta é um complemento da dica anterior. Soa até repetitiva, mas é fundamental. A imensa maioria das contaminações se dá por descuido, como sair à rua, tocar uma superfície contaminada e de alguma forma levar a mão ao rosto. Mais do que usar álcool gel toda hora (e é necessário), é essencial “esquecer” que o olho está coçando ou que os óculos estão embaçados. Assim como com as mãos, mentalize que no rosto tenha um creme (ou uma maquiagem, para as mulheres) que não possa ser tocada. Espere chegar em casa e lave as mãos.

  6    Se puder, tenha um oxímetro – isso pode te salvar

A saturação normal de oxigênio (quantidade de oxigênio no sangue) para as pessoas saudáveis ao nível do mar fica entre 95% e 100%. Abaixo disso, se a pessoa está com algum mal-estar resfriada, é aceitável que esse porcentual esteja entre 90 e 94%. Menos que isso é correr para o médico, principalmente em época de coronavírus. O aparelho para medir essa taxa é o oxímetro, que pode ser adquirido via internet ou até mesmo em farmácias (mas é preciso que ele esteja calibrado). Saiba como usar o oxímetro clicando aqui.

  7    Drible as pessoas pelo caminho

Sim, é preciso ser antissocial. Inclusive com aquele amigo querido que não vê há meses. Como a doença não escolhe perfil e pode ser assintomática (e você não vai perguntar por onde o sujeito andou durante esse tempo), é regra de ouro aquela história de cumprimentar com o cotovelo e manter 2 metros de distância se for parar para conversar. No mais, se sair de casa, prefira sempre a rota que tiver menos aglomeração, seja na calçada, no supermercado, na padaria ou na feira livre.

  8    Abuse da máscara

Pensou que ela seria esquecida? De forma alguma: usar máscara é vida! Sempre ao sair de casa, ela é essencial. Sim, é incômodo, parece que vai sufocar e fica desconfortável. Mas não é um acessório, algo opcional; a máscara é e será peça essencial até que surja uma vacina. É preciso usá-la sempre, e sempre usar corretamente. Nada de ficar no tira-e-coloca, ou de puxá-la para o queixo para conversar ou fazer um lanche. Depois de colocá-la, nunca a toque, a não ser que, para isso, antes higienize as mãos. A máscara precisa proteger totalmente a área da boca e do nariz e deve ser trocada no máximo em quatro horas de uso. Leve sempre uma reserva, para alguma eventualidade.

  9    Fique em casa

Essa você já sabe. Mas nenhuma dica, nada, nada mesmo, vai proteger tanto sua vida e a de sua família como esta.

Fique bem! Sua família também!


O portal Estádio das Coisas apoia as medidas
de isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus.
#FiqueEmCasa    #SeSairUseMáscara


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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.