Ao contrário de uns corneteiros mais esbaforidos, eu acredito que este elenco rubro-negro tem condições de fazer uma campanha mais interessante

Em um encontro entre bicudos, Vila Nova e Atlético se enfrentaram pela primeira vez na Série B de 2018. Apesar de trajetórias distintas, as duas equipes não viviam o melhor de seus momentos nesse último sábado. Depois de mais uma chegada meteórica ao topo da tabela, o Vila Nova antecipava que o sonho do acesso não seria tão colorido como muitos por aí bradavam. Já o Atlético chegou em campo com uma espécie de mais do mesmo: uma irregularidade que o deixou “firme”, ali, no meio da tabela.

Durante boa parte do jogo, a proposição de ataque veio por parte da equipe colorada. Como resultado, o time acabou monopolizando as maiores oportunidades de gol em uma partida que não foi nada fácil para a equipe atleticana. No primeiro tempo, o jogo apresentou um certo equilíbrio de forças. Mesmo sendo regularmente ameaçada, a defesa atleticana ofereceu uma resistência raramente observada e, como resultado, alcançou o seu segundo jogo sem sofrer gols, em 11 disputados.

Bambu ACG - Empatando com o Vila, Dragão ganhou mais que um ponto
Pedro Bambu: retorno muito satisfatório ao Dragão, depois de ficar encostado na Serrinha | Paulo Marcos/Assessoria ACG

A etapa inicial do time que “soube sofrer” (ô expressãozinha esquisita!) poderia ser o prenúncio de um futuro melhor para um dos melhores ataques dessa Segundona. Poderia, mas não foi. Pressionado pela sua própria torcida, o Vila Nova não abriu mão da sua posição de protagonista e continuou chegando na área atleticana. O resultado prático desse enredo foi ver nosso técnico sendo obrigado a sacar nossos dois zagueiros titulares, provocando um enorme entrave a qualquer pretensão de mudança no perfil de jogo.

Por um lado, a situação recupera uma questão que parece ainda não estar clara dentro do selecionado atleticano: afinal, como anda a preparação física desses atletas para uma das competições mais equilibradas do País? Não foi nem a primeira e nem a segunda vez que vemos atletas rubro-negros “sem gás” para o último terço das partidas. Para além de outras coisas, cabe ver como anda a condição fisiológica desse elenco, que ainda tem muito jogo para disputar até o fim desse ano.

Sem meios de mudar o time e com uma zaga reserva em campo, somos obrigados a admitir que esse empate saiu de bom tamanho. Além do tento adicional na tabela, vale aqui destacar que tivemos “outro ponto” conquistado: o retorno de Pedro Bambu para nosso meio-de-campo. Encostado na Serrinha, confesso que duvidava muito que ele tivesse condições para assumir a condição de protetor da nossa última linha defensiva.

Felizmente, acabei pagando língua. Pedro Bambu assumiu a posição com maestria e foi decisivo para que pudéssemos passar por esse duro teste de resistência. Ao contrário de uns corneteiros mais esbaforidos, eu acredito que esse elenco de 2018 tem condições de fazer uma campanha mais interessante. No entanto, faltava uma liderança dentro de campo. Com o respaldo de quem já fez uma das mais brilhantes campanhas da história da Série B, aposto que Bambu será essa peça.

Sobrevivemos, mas precisamos de mais. Sigamos!

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