As comunidades indígenas da Amazônia já se veem ameaçadas em tempos normais.

Agora, com a progressão da covid-19 na Região Norte, elas se tornaram uma parte ainda mais vulnerável de uma área que já está fragilizada pela pandemia.

Por isso, a situação tem provocado alertas do Ministério Público Federal (MPF) e de diversas entidades indigenistas.

Para endossar a urgência da causa, surgiu como reforço uma figura emblemática em âmbito mundial: o fotógrafo Sebastião Salgado, que passou os últimos sete anos fotografando na Amazônia, tema de sua próxima exposição.

Ele está puxando um manifesto para que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário brasileiros intervenham e evitem um extermínio indígena por conta da pandemia.

Para isso, obteve o apoio de diversas celebridades internacionais, entre outras: os músicos Paul McCartney, João Carlos Martins, Madonna, Sting, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre outros; os atores Gisele Bündchen, Meryl Streep, Sylvester Stallone e Brad Pitt; os cineastas Oliver Stone, Pedro Almodóvar e Fernando Meirelles; o cientista Carlos Nobre; e o príncipe Albert II (Mônaco).

Veja o vídeo da campanha puxada por Sebastião Salgado:

Eles escreveram e assinam um manifesto para pedir ao presidente da República, Jair Bolsonaro, além dos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF), que atuem para impedir que o coronavírus se espalhe em aldeias indígenas.

O receio é que, sem essa proteção do poder público, a contaminação provoque um número muito grande de mortes e dizime os povos originários do país.

Levantamento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde conta 105 casos confirmados entre índios. Seis morreram, todos na Amazônia.


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