Eis que o Goiás ganha por um magro 1 a 0 uma semifinal no jogo de ida e já ficam de olho no adversário da decisão. Remo ou Paysandu, quem seria?

Não é questão de corpo mole por safadeza. Um jogador não vai expor o que sente, mas é uma questão humana: você está num time de Série A, o qual atravessa um ótimo momento na principal competição do País, ganhou o primeiro jogo e vai jogar pelo empate no segundo.

E aí ainda ocorre a armadilha de fazer o primeiro gol.

A pior coisa que poderia ter ocorrido ao Goiás em Cuiabá: sair na frente do placar. A partir daquele gol de Rafael Moura, com 7 minutos de jogo, o time saiu de campo. A missão estava cumprida, agora era pensar no Athletico Paranaense.

Não se faz isso no esporte. Veio a virada, vieram as cobranças de pênaltis, veio a derrota e também a eliminação mais do que merecida. Eu digo isso, mas a fala abaixo é do goleiro Tadeu ao fim da partida, para a TV Goiás:

“Se tinha alguém que tinha de sair classificado, falando bem claro, era o Cuiabá.”

Se o camisa 1 foi “bem claro”, Rafael Vaz deu a velha declaração decorada: “Era um campeonato que a gente queria muito, infelizmente não deu.”

Não, não. Ninguém na Serrinha “queria muito” a Copa Verde. Desejassem realmente o título, não teriam colocado o auxiliar-técnico para comandar a equipe até as quartas-de-final, enquanto Ney Franco viajava junto, mas ficava “observando” os jogos. Isso não é foco na competição, no máximo é usá-la para outras.

Esse tipo de conduta que vem da diretoria e passa pela comissão técnica/elenco chega também à torcida.

Para os esmeraldinos, era preciso “passar o carro” em cima de Brasília, Luverdense etc. Os que foram aos jogos exigiram goleadas de um time que mal conseguia se compor em campo (claro, montado com reservas e jogadores da base).

A forma arrogante com que também a torcida encarou a Copa Verde ficou, para mim, simbolizada negativamente na curtição com o garoto Zeca, que virou o bode expiatório da Serrinha na noite do 1 a 0 sobre o Cuiabá. Gritar o nome do jovem – que ninguém conhecia, é verdade – como forma de deboche foi uma forma de humilhação bem esquisita. De bom, naquele jogo, pelo menos houve a primeira aparição de Kaio.

Estamos fora. Cuiabá ou Paysandu vai ficar com a grana e a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil do ano que vem.

LINCOLNEANAS

 * * * * *  Hailé Pinheiro se retratou da desconexa e absurda declaração após a partida contra a Chapecoense. Não sei se foi ele quem escreveu a carta ao presidente do clube catarinense Paulo Magro (e não Pedro, como infelizmente estava redigido). O importante foi que assinou. Remendar as coisas é melhor do que deixá-las estragadas.

 * * * * *  Duas paradas pesadíssimas adiante: encarar o Furacão na Baixada e o Flamengo agora livre, leve e solto. Que venha alguma surpresa por aí.

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.