A melhor notícia do mês em relação ao combate à covid-19 veio da ciência. A Universidade de Oxford anunciou ter descoberto a primeira terapia medicamentosa com resultado significativo contra a doença.

O tratamento é à base de um remédio já bastante conhecido na farmacopeia internacional: a dexametasona. 

Neste texto, você vai receber dez informações importantes sobre o medicamento e sua aplicação para o tratamento da doença que se tornou a pandemia mais grave em um século.

  01   Seis décadas de uso

A dexametasona é uma substância do tipo corticosteroide, usada desde a década de 1960 para reduzir a inflamação em variadas condições, incluindo certos tipos de câncer. Foi relacionada como medicamento essencial pela OMS desde 1977 em várias formulações, se encontra disponível e acessível na maioria dos países e não possui patente. Ou seja, é antiga e barata.

  02   Recomendação para doenças autoimunes

A dexametasona atua sobre doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. Autoimune é o nome dado à enfermidade na qual o sistema imunológico ataca o próprio corpo.

  03   Aplicação, toxicidade e efeitos colaterais

A dexametasona é ingerida como comprimido ou aplicada na veia. Entre as reações adversas mais agudas, ela pode gerar picos de pressão, enjoo, irregularidade menstrual. Seu uso prolongado — que não é o caso contra o coronavírus — pode levar a uma série de complicações, de depressão a catarata, passando por úlceras e danos ao coração.

  04   Eficácia comprovada contra a covid-19 

A dexametasona se tornou o primeiro tratamento comprovadamente eficaz para reduzir a mortalidade em pacientes de casos mais avançados de covid-19.

  05   Como foi a pesquisa de Oxford

A dexametasona integrou o estudo Recovery, da Universidade de Oxford, que também trabalhou com outros medicamentos, como a cloroquina, que acabou reprovada. Foi uma pesquisa randomizada (aleatória) e com grupo de controle — ou seja, uma parte dos pacientes tem acesso à medicação e outra segue com o tratamento usual, mas ninguém sabe o que tomou. Esse rigor traz mais confiança aos dados encontrados.

  06   Quais foram os resultados?

A dexametasona foi aplicada a 2.104 pacientes de covid-19 por dez dias, enquanto outros 4.321 com a doença não a receberam. Ambas as turmas passaram pelos cuidados usuais necessários. A constatação foi de redução em 35% do risco de morte nas pessoas que estavam recebendo ventilação mecânica. Nos voluntários submetidos apenas à oxigenação — um subgrupo um pouco menos grave —, a queda na mortalidade foi de 20%.

  07   Não adianta comprar na farmácia

A dexametasona não mostrou benefícios em pacientes que não precisaram de suporte de oxigênio. Ou seja, não tem eficácia para casos leves, muito menos para prevenção. Pedir o comprimido no balcão da drogaria é gastar dinheiro à toa — com risco de prejudicar a saúde.

  08   Paciente com sintomas leves não precisam do remédio

A dexametasona, como os corticoides em geral, age reduzindo a inflamação que as doenças eventualmente provocam. Ela atua com eficácia sobre a questão inflamatória também nos casos de covid-19. Luciano Azevedo, médico do Hospital Sírio-Libanês, explica que, quanto mais grave o doente estiver, maior é o risco de desenvolver a inflamação, e maior é a chance de o corticoide fazer efeito. Se há um caso leve de covid leve, não faz sentido usar o medicamento, porque não tem inflamação importante para combater.

  09   Automedicação agrava doenças crônicas

A dexametasona pode piorar o quadro de doenças crônicas como diabetes e osteoporose, afirmam infectologistas. Por isso, é muito importante que as pessoas não tentem a automedicação com a substância.

  10   Terapia será aplicada no Brasil

A dexametasona deve entrar na rotina dos tratamentos de covid-19 no País sem dificuldades. De acordo com a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, os protocolos de tratamento de pacientes graves no Brasil já incluem corticoides. “A novidade do estudo de Oxford é a dose, por ser mais baixa que as que já vinham sendo usadas. Ela diz que, em doses altas, os corticoides podem ser um ‘tiro no pé’ , por inibirem a resposta imune.

Como informações da Veja Saúde.


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