O mais norte-americano dos países do continente foi recentemente considerado o melhor lugar do mundo em qualidade de vida e o segundo melhor para viver

Se você é brasileiro e mora em seu País, sabe a barra que está passando. Não importa sua classe social: a coisa não está fácil pra ninguém. Aqui é o lugar onde o pobre reclama do caos na saúde, a classe média fica possessa com a corrupção, o rico se prende dentro de condomínios e carros blindados com medo da violência, o assalariado se injuria com o arrocho e o empresário protesta contra os impostos. E todos têm razão.

Vamos falar sério? O Brasil modelo 2018 e a incerteza dos rumos com a crise política e o que virá das urnas em outubro só aumentam a sensação de que seria melhor estar longe daqui.

Mas para onde ir? Qual seria seu paraíso em vida? Não sabe? Não faz ideia? Uma pesquisa divulgada recentemente talvez possa ajudar.

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A charmosa Rue du Petit-Champlain, na parte baixa do centro histórico de Quebec | Divulgação

Que tal o Canadá? A primeira lembrança que tenho, ainda criança, é da sonoridade do nome ao ouvi-lo num telejornal por conta do quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos. “Ca-na-dá”, bem gostoso de ouvir.

O mais norte-americano dos países do continente foi recentemente considerado o melhor lugar do mundo em qualidade de vida e o segundo melhor para viver. O estudo foi encomendado pela US News & World Report, empresa dos Estados Unidos que se notabiliza pela divulgação de rankings. O levantamento englobou 80 países e participaram dele 21 mil pessoas do mundo inteiro.

Em tempo: o melhor país do mundo para se viver, pela mesma pesquisa, é a Suíça. Mas talvez seja pequena demais para servir de exemplo. Assim como a Islândia, que também parece ser um lugar legal, tem a seleção na Copa do Mundo, um sistema de educação exemplar, mas sua população toda cabe e sobra em Anápolis. Parece fácil “fazer” uma ilha – literalmente – de bem-estar social como a Islândia.

Já o Canadá é gigantesco – o terceiro país do mundo em extensão territorial, menor apenas do que Rússia e China. E alguém já ouviu alguém falar mal do Canadá?

Então… e se o mundo fosse um imenso Canadá? Um lugar que tivesse a honestidade como regra; onde os refugiados fossem acolhidos; os gêneros acessassem as mesmas oportunidades e contando com salários iguais; todo mundo alimentado e alfabetizado, com direito a uma saúde pública de boa qualidade. Segurança? Poderia esquecer a porta de casa destrancada e viajar sem sustos.

Mais ainda: em vez de uma ambição desmedida pelo controle do mundo e de suas riquezas, como um certo vizinho de fronteira, um Canadá estendido ao mundo todo teria sérias preocupações com as futuras gerações e menos paranoia com a acumulação de bens e PIBs. Ah sim, a chance de um conflito nuclear seria praticamente nula.

Da canadização do mundo, só um problema chato: a eternização da blusinha de frio. Pensando por outro lado, teria chocolate quente todo dia. Nada mal.

CULTURA ACESSÓRIA

A teoria mais reconhecida sobre a origem do nome “Canadá” vem da palavra “kanata”, que significa aldeia ou povoado para o povo iroquês, oriundo da região dos Grandes Lagos, onde hoje está a cidade de Québec. O contexto seria um encontro em 1535 entre nativos americanos e o explorador francês Jacques Cartier, em que os primeiros usaram o termo para explicar o caminho para a aldeia de Stadacona, exatamente o  local onde se encontra Québec. Cartier teria utilizado a palavra não apenas para se referir a Stadacona, mas a toda a região sujeita ao domínio de Donnacona, cacique de Stadacona. Em 1547, mapas europeus passaram a nomear esta região pelo nome “Canadá”. Outra teoria atribui a origem a navegadores espanhóis e português que tendo chegado às costas do território e não encontrando nem ouro nem outra riqueza, teriam dito “Acá nada” (espanhol) ou “Cá nada” (português).

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