Florence Nightingale, nascida em Florença, na Itália, em 12 de maio de 1820, é considerada a fundadora da enfermagem moderna, por ter sido pioneira na utilização do modelo biomédico, baseando-se na medicina praticada pelos médicos.

Era religiosa, de confissão anglicana, e acreditava que Deus a havia chamado para ser enfermeira. Por conta de suas convicções e da defesa dos menos favorecidos, brigou com a família e seguiu seu caminho.

florence nightingale 275x300 - Dia da Enfermagem: por mais proteção a heróis que dão sua vida para salvar outras
Florence Nightingale, a revolucionária da “arte” da enfermagem | Reprodução

Escritora considerada versátil, teve parte de seu trabalho publicado em que se colocava sempre preocupada em disseminar o conhecimento médico. Alguns de seus folhetos foram escritos em inglês simples para compreensão de pessoas com pouca habilidade literária.

Também foi pioneira no uso de infográficos, usando efetivamente apresentações gráficas de dados estatísticos. Esteve em campos de guerra, voltou como heroína e, aos 87 anos, se tornou a primeira mulher a receber a Ordem do Mérito, maior honraria da Comunidade Britânica. Morreu em 1890, mas é sua data de nascimento que ficou como marca: o Dia Internacional da Enfermagem.

No Brasil, além do Dia da Enfermeira e do Enfermeiro, entre os dias 12 e 20 de maio comemora-se a Semana da Enfermagem, data instituída em meados dos anos 40, em homenagem a dois grandes personagens da enfermagem no mundo: além da própria Florence Nightingale, também Ana Néri, brasileira que se tornou a primeira mulher a se alistar voluntariamente em combates militares.

A enfermagem tem origem milenar e data da época em que ser enfermeiro era uma referência a quem cuidava, protegia e nutria pessoas convalescentes, idosos e deficientes. Durante séculos, a enfermagem vem formando profissionais em todo o mundo, comprometidos com a saúde e o bem-estar do ser humano.

Entretanto, em vez de comemoração da data, em pleno crescimento da pandemia do novo coronavírus no Brasil fica o triste marco de quase cem profissionais da enfermagem terem perdido a vida para a covid-19.

Muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas se esses homens e mulheres do front de batalha tivessem recebido as condições adequadas de proteção para seu ofício. Infelizmente, em todo o País, são inúmeras as denúncias de falta de equipamentos essenciais e básicos, como máscaras, aventais e luvas.

Junte-se a isso a sobrecarga no atendimento das unidades hospitalares à mão de obra reduzida – inclusive pelos casos de contaminação – e temos um quadro trágico para enfermeiros e enfermeiras: até domingo, 10/5, eram 13 mil contaminados desses profissionais que atuam na linha de frente do combate à covid-19. Pelo menos, 98 deles pereceram no campo de batalha.

Nossa reverência e respeito por cada um desses homens e mulheres que deram a própria vida tentando salvar outras.


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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.