Prazer. Não tem outra palavra para expressar.

É um prazer ter novamente um blog para falar sobre o Goiás e voltar a me comunicar com esmeraldinas e esmeraldinos.

Tenho aqui de agradecer ao espaço que tive durante quatro anos na ESPN (de 2013 a 2017) e, antes, no Portal Esmeraldino (de 2009 a 2013) – ao pessoal deste, tenho de ressaltar, agradeço a lembrança de meu nome e a oferta do convite para escrever lá novamente, assim que souberam que o projeto ESPN FC tinha acabado com o espaço Verde 33, no fim do ano passado. Muito obrigado!

Goiás torcida 448x300 - De volta, o prazer e a dor de falar sobre o Goiás Esporte Clube
Torcida esmeraldina faz a festa no Serra Dourada: bons tempos que precisam voltar | Rosiron Rodrigues / Goiás EC

Seis meses depois, o Verde 33 está de volta. É um maior prazer ainda desta vez ter o próprio espaço, no portal Estádio das Coisas (o nome remete a esporte, mas tem muito mais sobre diversos temas, vale a pena dar uma conferida). Na página, haverá espaço também para os blogs de outros times – entre eles o do Atlético, com Rainer Sousa – que também era do ESPN FC – e do Vila Nova, com Anderson Milhomem, que assinou a coluna Tudo Sobre Nada, no Jornal Opção.

Dor. Palavra que tem tudo a ver com prazer, sendo na maioria das vezes oposição a ela – embora em certos casos, nem todos patológicos, dor e prazer andem de mãos dadas.

É também com dor no coração verde que volto a escrever sobre o Goiás neste momento. Um amigo torcedor que não me recordo – desculpe se estiver lendo – chegou a aventar que seria esta a pior década da história esmeraldina. Eu tenho certeza que sim: dois rebaixamentos, pelo menos cinco anos na Série B e uma vergonhosa derrota traumática por 3 a 0 em 2013, que foi o turning point negativo de nossa história.

Naquela goleada sofrida para o Santos, com o Serra Dourada lotado, talvez tenhamos nos despedido de vez de almejar os tempos de glória de nosso clube. Com certeza, boa parte dos torcedores presentes ali se despediram do estádio para nunca mais voltar – o que já seria terrível. Divórcio total. Outra parte entrou de vez em uma relação litigiosa com o clube, algo que poderia ser solucionado com uma mudança de rumo da Serrinha.

Uma mudança que não veio com Sérgio Rassi e que, já dá pra saber, não virá com Marcelo Almeida. Por quê? Porque ambos trabalham com o pensamento de sempre: o pinheirismo, uma ideologia particular do Goiás criada por Hailé Pinheiro e que eu, alguns anos atrás, optei por chamar de serrinhismo, porque tem a ver com uma mentalidade de praticamente todos os dirigentes que habitam aquele quadrilátero da Avenida 85.

O serrinhismo está matando o Goiás. O prazer de ser esmeraldino está esquecido; a dor do torcedor está cada vez mais evidente.

É assim, com prazer e dor e uma longa Série B pela frente, que voltamos a este espaço. Com um ou com outro, sempre Goiás!

Lincolneanas

* * * * * Nosso espaço de notas curtas está de volta também. Como curiosidade para quem às vezes questiona, o nome Lincolneanas é uma reverência ao maior jogador que passou pelo Goiás Esporte Clube juntando os fatores desempenho e dignidade: Lincoln, o Leão da Serra.

* * * * * Apesar do início aterrorizante nesta Série B, os dois últimos jogos nos dão alguma esperança. É que, além das vitórias seguidas contra Paysandu (em casa) e Londrina (fora), o time perdeu um caminhão de gols. Para quem não estava conseguindo nem chegar até a área adversária, é algo muito animador.

* * * * * Com a 11ª rodada fechada, vemos o Verdão fora da zona de rebaixamento. Quero crer – e é uma previsão que faço com certa tranquilidade – que não voltaremos a visitar o Z4.

* * * * * É muito bom estar de volta aqui. Abraço verde!

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.