Cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG) mostraram os dados e os fatos deixam cada vez mais claro: Goiás está entrando em curva de ascensão inclinadíssima em número de casos e mortes de covid-19.

No balanço da segunda-feira, 1/6, eram registrados 3.874 confirmações e 127 óbitos. Nesta terça-feira, 24 horas depois, já são 4.293 casos e 151 mortes.

Ou seja, o Estado teve confirmados praticamente o mesmo número de casos (419) nesse período que ocorreu nos 41 primeiros dias da pandemia (421 casos).

Mais: em apenas um dia, foram registradas tantas mortes (24) quanto nos 45 primeiros dias de coronavírus em Goiás – o intervalo entre o primeiro caso (12/3) e a 24ª morte (24/4).

Na semana passada, o Grupo de Modelagem da Covid-19 da Universidade Federal de Goiás (UFG) publicou nota técnica em que previa – caso o isolamento se mantivesse em torno de 35%, como vem acontecendo – uma curva de casos e óbitos que faria o cenário entrar em situação alarmante até o fim deste mês.

Porém, o número de óbitos registrados nesta terça-feira, ainda que se pese um certo acúmulo de notificações do fim de semana, é um ponto que tornaria o estudo da UFG “errado” – mas errado para abaixo da expectativa.

Ou seja, os cientistas estariam sendo otimistas, de acordo com esses dados de hoje.

É que, na perspectiva traçada para o pior cenário (linha vermelha), o número diário de 24 óbitos só seria alcançado no dia 8 de junho – e, mesmo assim, no limite superior da margem de erro, conforme a figura abaixo:

projeção óbitos goiás final scaled - Covid-19 em Goiás: número de óbitos confirma (e até supera) pior cenário previsto pela UFG
Figura da nota técnica mostra que a previsão de 24 mortes diárias só seria alcançada no dia 8 de junho (no destaque): pesquisadores acham mais confiável como parâmetro o número de óbitos acumulados | Reprodução

É preciso ressaltar que o próprio grupo diz que o melhor seria tomar como base o total acumulado de óbitos (151) para moldar um cenário de maior confiabilidade.

De qualquer forma, o momento se tornou o pior para autoridades e população menosprezarem dados científicos.

Ou Goiás volta rapidamente a colocar pelo menos metade da população em casa (em vez dos 35% atuais) ou terminaremos o mês em um cenário totalmente diferente do que começou – em corrida aos hospitais e, infelizmente, também a funerárias.

A única recomendação essencial para o momento é, cada vez mais, ficar em casa.


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