E se, depois de tudo, não tiver sido a China o lugar onde teria “nascido” o novo coronavírus? Mais do que isso: e se a existência do Sars-Cov-2 for muito mais antiga do que se pensa até agora?

A tese está cada vez mais fechada e pode mudar os rumos sobre o que se sabe até agora tanto sobre o vírus como o carreamento da pandemia.

É que pesquisadores da Universidade de Barcelona (UB) confirmaram a presença do novo coronavírus em uma amostra de água colhida ainda em março do ano passado – portanto, há 15 meses.

A análise da água da estação de tratamento de El Prat de Llobregat em 12 de março de 2019  continha, garantem os cientistas espanhóis, o material genético do vírus causador da covid-19.

A descoberta foi enviada ao servidor medRxiv, que concentra todos os estudos mundiais a respeito da pandemia, e aguarda revisão pela comunidade científica.

É a detecção mais antiga do vírus já realizada até hoje no mundo, superando uma amostra de águas residuais da Itália, que indicava o vírus naquele país já em novembro passado.

A conclusão? O vírus muito provavelmente não se originou em Wuhan, embora a pandemia tenha começado lá, resume Rosa Pintó, professora de microbiologia da UB e co-diretora da pesquisa.

Em fins de fevereiro e início de março do ano passado, entre outros grandes eventos, a cidade espanhola recebeu o Mobile World Congress, maior evento do mundo em tecnologia móvel. Como cidade cosmopolita, fica impossível dizer que foi lá que a pandemia começou.

Importante observar que em Barcelona, ess​​a primeira chegada do vírus, no inverno de 2019, afetou um número grande e suficiente de pessoas de modo tal que o vírus permanece detectável nas amostras da estação de tratamento.

Com informações de La Vanguardia.


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