Elder Dias

Se muita coisa mudou no Brasil de março até agosto — prazo entre os dois encontros de Goiás e Vasco pela Copa do Brasil — também mudou muita coisa em menos de uma semana na Serrinha .

Quer dizer, mudou em relação ao potencial de mudanças que a gente pode esperar do Goiás: sair Túlio Lustosa e entrar Harlei Menezes não é exatamente uma revolução.

Mas a troca de um Ney Franco visivelmente acomodado por um Thiago Larghi babando energia para o trabalho (é o que pude observar na coletiva dele e em alguns vídeos de treinamento) com certeza traz novo vigor para o time.

Era preciso ter essa revitalização para encarar um Vasco que está afiadíssimo e passando por cima de seus adversários: os cariocas estão na vice-liderança do Brasileiro, com 10 pontos em quatro jogos, 7 gols marcados e 1 sofrido. Isso com um jogo a mais por fazer.

A questão é que campeonato de pontos corridos é uma coisa, mata-mata é outra — o Goiás de 2010 que o diga.

Essa é a maior esperança esmeraldina para o confronto das 21h30, na Serrinha, com transmissão pela TV Globo (aberta), Sportv e Premiere (canais por assinatura).

(continua após a publicidade)

Se não há como ter ideia exata de como o Goiás vai se portar, posso apostar que a equipe tenderá a ser muito mais parecida, na disposição, com a que venceu o Atlético no sábado do que com a que já entrou derrotada contra o Fortaleza.

Disposição apenas não ganha jogo, mas a falta dela é um passo certo para a derrota. E é bom lembrar que o Verdão entra em campo com o resultado na mão: a vitória em São Januário se tornou um bom trunfo diante de um adversário que também se tornou muito mais difícil desde aquela noite carioca.

Se não tem como o novo treinador inventar um novo cardápio de jogo, nesse pouco tempo em que ele está por aqui já pôde avaliar como fazer o melhor feijão com arroz possível.

O tempero no meio do prato é a premiação: R$ 2 milhões para quem avançar à 4ª fase da Copa do Brasil. É um estímulo que envolve toda a estrutura, seja administrativa, seja esportiva.

Infelizmente, os torcedores esmeraldinos vão ter de assistir tudo isso pela TV. Ossos (da falta) de ofício no Brasil pandêmico de hoje.

Que tudo isso passe logo, e que venha logo a vacina, para podermos viver juntos os gols do Verdão, e então nos abraçar jogando cerveja para cima e saliva para todos os lados com os gritos de emoção.

(continua após a publicidade)

LINCOLNEANAS

 * * * * *  As redes sociais foram decisivas para a rejeição a Alberto Valentim e a escolha de Thiago Larghi. A diretoria ouviu a torcida, que agora precisa ter paciência: há tanto a consertar no Goiás que não dá nem pra saber ainda quem serve ou quem não serve para a continuidade.

 * * * * *  A vitória de um time que acabava de perder por 3 a 1 para o Fortaleza sobre outro que tinha vencido o Flamengo por 3 a 0 evidencia que este Campeonato Brasileiro está totalmente aberto. Não dá para prever quem vai ter qual destino, principalmente entre os menos favorecidos financeiramente.

 * * * * *  A vinda dos veteranos Elias (quase certa) e Edilson (confirmada) logo após a chegada de um novo treinador dá mostras de que a diretoria não se fiava mais no trabalho de Ney Franco. Se os velhinhos vão se dar bem por aqui, isso já é outra história. Mas ter o aval do comando técnico recém-chegado é algo importante. Vale o risco.

 * * * * *  Os votos do portal Estádio das Coisas e deste colunista pelo pronto restabelecimento de Hailé Pinheiro, internado depois de testar positivo para covid-19. Por mais diferenças que tenhamos em relação a sua atual forma de pensar o futebol, é inegável a importância do presidente do conselho deliberativo na história do Goiás.


O portal Estádio das Coisas apoia as medidas
de isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus.
#FiqueEmCasa  — #SeSairUseMáscara


COMENTÁRIOS




Estádio das Coisas
A arena para todos os debates