Esmeraldino é, por natureza, questionador. Para alguns, isso é ser exigente; para outros, é chatice mesmo.

Na verdade, não há diferença em relação ao fato em si, e o fato é que a torcida do Goiás (provocação: ao contrário da diretoria) não se contenta com pouco.

marlone corinthians - Começa 2019: o Goiás se reforçou ou apenas contratou?
O meia-atacante Marlone tem, no Goiás, a chance de dar a volta por cima | Divulgação

Nesta semana de reapresentação, dez novos nomes deverão chegar à Serrinha: o goleiro Sidão; os laterais Kevin (direito) e Loyola (esquerdo); os zagueiros Yago e Rafael Vaz; o volante Geovane; os meias Marlone e Renatinho; e os atacantes Brenner e Júnior Brandão.

Grande parte dos torcedores acham o que veio até agora muito pouco para uma Série A.

É uma cornetagem que se justifica: foram três anos na Série B, depois de dois campeonatos de Série A muito mal disputados (em 2014 e 2015) e um anterior a esses (2013) que terminou um vexame que revoltou a torcida, quando uma vitória em três jogos levaria o clube à Libertadores e o Goiás conseguiu perder todos – o último com casa cheia, 3 a 0 para um Santos sem qualquer objetivo na competição.

Do ponto de vista objetivo, o Goiás não contratou nenhum jogador que possa ser considerado uma aposta no escuro: Sidão, tão criticado, fez um belo campeonato pelo Botafogo em 2016 e vem com vontade de mostrar que o São Paulo está errado ao liberá-lo; Rafael Vaz foi eleito o melhor zagueiro do Campeonato Chileno, o que não é muita coisa, mas também não é insignificante; Geovane compôs o forte esquema defensivo do Vila Nova e não está abaixo do nível de Gilberto Júnior; Marlone tem mais potencial do que vem demonstrando nos últimos anos; e Júnior Brandão é, em teoria, um substituto à altura para Lucão. A vinda dos demais atletas também se justifica, de alguma forma.

Claro que não pode parar por aí. O Goiás precisa de alguém que seja referência em campo, coisa que não teve em campo. Rafael Sóbis poderia ser esse nome, mas não necessariamente ele. Aliás, nem precisa ser um famosinho: o que o Goiás precisa conseguir, mais do que uma referência “no papel”, é uma referência técnica, de preferência acrescida de liderança.

Com as contratações, o Goiás está reforçado em relação ao time que terminou o ano com a 4ª colocação da Série B. Subiu, mas o elenco não foi aprovado. Resultado: só ficaram meia dúzia deles, ou até menos.

Em resumo: há um elenco melhor, obviamente, mas precisa mais, muito mais, para uma trajetória tranquila pela Série A deste ano.

LINCOLNEANAS

 * * * * *  Neste mês de dezembro, tive a grata tarefa de substituir meu colega e amigo Gerliézer Paulo, em férias, no microfone dos Debates Esportivos da Rádio Sagres 730 AM. Um momento de muita satisfação e realização pessoal, pela paixão que tenho pelo esporte e pelo jornalismo nesta área. Agradeço a confiança do chefe Charlie Pereira e a parceria dos colegas de bancada Evandro Gomes, José Carlos Lopes, Nathália Freitas, Rafael Bessa, Thiago Rabelo, Vítor Monteiro e Wendell Pasquetto. Nada mais prazeroso do que trabalhar em um clima de profissionalismo, harmonia e cooperação e a equipe é exemplo disso.

 * * * * *  O meia Marcinho, de 23 anos, que é do São Bernardo e jogou a temporada de 2018 pelo Athletico Paranaense, deve ser o novo nome do Goiás para a temporada. E diga-se: é um bom nome, sim.

 * * * * *  Como fica a situação do programa Nação Esmeraldina? Até agora, nada foi anunciado para 2019. Primeira coisa a fazer: contemplar de alguma forma os torcedores que se mantiveram fiéis ao plano mesmo nos tempos de vacas magras.

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.