De Boa, juventude? – Tô aqui acompanhando os jogos da Copa com afinco e fica difícil achar motivação pra ver jogos da segundona brazuca, hein… Mas são ossos do ofício, fazer o quê?

E, por falar em Copa, após Espanha e Irã fiquei assustado com os elogios da imprensa nacional para o esquema tático da seleção iraniana, um tal de 6-4-0. Isso mesmo. Seis defendendo, quatro no meio e atacante que é bom, nada. Zero. E juro que vi um jornalista/comentarista do Sportv escrever que essa bizarrice era a grande novidade tática da Copa.

Brasil Alemanha handebol 600x279 - Bola na área sem ninguém pra cabecear

Pra mim isso é esquema de handebol: aquele monte de jogador em frente a área e a outra equipe girando a bola de um lado para o outro a procura de uma brecha para atacar.

Nessa hora clamei a meu Jeová para que usasse seus poderes divinos e não deixasse nosso querido Hemerson Maria ver isso. Pra ele, que adora um esquema defensivo, seria um prato cheio pra lotar ainda mais nossa defesa e uma boa desculpa para tirar os atacantes.

Nosso time tem, junto com o Fortaleza, a defesa menos vazada da Série B. E isso é mérito do nosso treinador, reconheço. Mas, pra chegar a Série A, só isso não basta. Precisamos de um ataque eficiente e, nesse quesito, somos o 3º pior do campeonato. Se com defensores comuns ele consegue armar uma defesa sólida, que faça o mesmo com nossos atacantes meia-boca. É para isso que ele é muito bem pago. Se vira, tigrão. Bola na trave não altera o placar.

Aposto meu reino como após a Copa veremos esse “belíssimo” esquema tático em campos tupiniquins.

Quem viver, viverá.

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Anderson Milhomem
Anderson Milhomem, 47 anos, publicitário, diretor de arte que tem o design como inspiração, a escrita como paixão e o Vila Nova como religião. Deus no céu e Bé na terra. Amém. @anderson_milhomem