A vitória sobre o CSA prova que o Verdão está se tornando consistente e com cada vez mais jogadores preparados para entrar e jogar

Uma pena não ter podido estar no Olímpico nesta sexta-feira, para ver in loco esse jogo tão convincente do Verdão contra um dos times mais fortes da Série B.

O CSA não foi qualquer adversário: é uma equipe muito bem treinada por Marcelo Cabo, o mesmo que levou o Atlético ao título da Série B de 2016.

Lucão contra CSA 495x300 - Aviso aos coleguinhas de Série B: o Goiás chegou ao G-4 para ficar
Lucão, autor do primeiro gol, divide bola com Xandão, que seria expulso ainda no primeiro tempo | Rosiron Rodrigues / Goiás EC

E pode-se dizer tranquilamente que o resultado de 3 a 0 acabou ficando barato para os alagoanos, tantas foram as chances perdidas e as bolas na trave do goleiro Felipe Garcia – uma delas chutada pelo xará atacante alviverde.

Isso é claramente um atestado de que o Goiás está pronto para fazer um segundo turno à altura do que os esmeraldinos merecem e conseguir não só o acesso, mas o título da Série B (claro que este não é o maior objetivo, mas não pode deixar de ser uma meta, até para não deixar cair o ritmo).

Assistir ao jogo de casa teve suas vantagens. Uma delas foi ver como o time está se tornando consistente e com cada vez mais jogadores preparados para entrar e jogar. Ou seja, com seu trabalho, Ney Franco está conseguindo montar um banco de reservas pronto para repor à altura (ou perto disso) o time considerado titular.

Isso é uma qualidade enorme para um campeonato nivelado como este. São pouquíssimas as equipes que podem dizer que têm jogadores preparados para suprir com eficiência a ausência dos que estão suspensos ou contundidos.

E foi esse o papel cumprido, por exemplo, por João Afonso. O volante, no lugar de Gilberto Júnior, iniciou o lance fundamental do jogo: a roubada de bola que deu origem ao primeiro gol, de Lucão. Felipe Garcia, se não foi brilhante, demonstrou vontade, acertou uma bola no travessão e certamente saiu da partida com uma autoconfiança maior do que entrou. E, da mesma forma, Gedoz entrou no fim do jogo para mostrar que está com vontade de retomar seu lugar. Foi premiado com o gol nos acréscimos.

Como este Blog tem dito, o torcedor do Goiás tem todos os motivos para acreditar na volta à Série A. Algo que nós mesmos consideraríamos improvável após a bisonha derrota para o Boa Esporte naquela tarde de sábado pós-final da Champions League – a pitada irônica que aumentou o sentimento de desesperança.

O que temos em campo hoje é o avesso daquilo: um time motivado, em que a livre concorrência entre os atletas aumenta o ânimo sem deixar rolar as vaidades. Percebe-se a união do grupo. E, voltando a repetir, esse grupo mantendo a cabeça boa não tem erro: é Série A na certa, pois é um elenco qualificadíssimo para uma Série B.

Mas, então, se a maioria dos jogadores já estava aí qual é a diferença? Bom, agora temos um treinador.

O Goiás chegou ao G4. E para ficar. Pode não terminar a rodada por alguma contingência, mas nossos adversários estão avisados: coleguinhas, no final serão o Verdão e mais três.

LINCOLNEANAS

 * * * * *  Que partidaça do garoto Michael! Um gol de rebote chutando de primeira e uma assistência levantando a cabeça e cruzando para Felipe Gedoz. Está evoluindo muito rapidamente.

 * * * * *  Léo Sena voltou a participar de um jogo, entrando em lugar de Giovanni. O objetivo era tirar um jogador que tinha cartão amarelo. E o que acontece? No primeiro lance, o garoto “repõe” o cartão do titular…

 * * * * *  … mas a sorte dele é que Ney Franco tem se mostrado, como sabemos e dissemos, um excelente recuperador de atletas. Ele será mais um, se fizer a parte que lhe cabe.

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.