Estamos na semana do maior jogo do Centro-Oeste brasileiro. No próximo domingo, nosso querido Vila Nova recebe em sua arena topzeira aquele time de verde que não digo o nome. E pelo que vem jogando os dois times, a torcida colorada está preocupada.

E com razão.

Mestre Louzer ainda não mostrou a que veio, insisto. Mas, como não acompanho os treinamentos, não há como saber o que anda acontecendo por aquelas bandas pra esse time não apresentar nenhuma evolução tática em dois meses. E mais: alguém consegue me responder por que o gringo não joga? Por que Elias é banco? Por que Danilo 120k ainda é titular? Por que sou pobre? Por quê, por quê, por quê?

Tem tantos buracos, e em todos os setores, que poderia ser chamado de Asfalto de Goiânia Futebol Clube. Não fosse a qualidade de nossos arqueiros, a dupla jornada de Wesley Matos e a mira certeira de Alan e estaríamos em estado de calamidade pública. Deus me dibre!

Pois bem, acompanhando a imprensa esportiva pelo Twitter, atrás de novidades do meu Tigre da Vila Famosa que me deixasse feliz, me deparei com uma mensagem de Gerliézer Paulo, da Rádio Sagres 730, que me gelou a espinhela.

“No domingo, contra o @goiasoficial, o técnico Umberto Louzer, não tem o “direito” de escalar o @VilaNovaFC sem o trio Danilo, Alan Mineiro e Elias.”

Meu querido Gerliézer, sei que és um cara gente fina – Elder Dias me contou –, mas não faça isso com a gente. Vai que Mestre Louzer vê isso, imagina o estrago? Imagina? Dizem as más línguas que Barbieri foi o único que curtiu seu tuíte.

Meu irmão, se fosse contra um Iporá, um Novo Horizonte, uma Anapolina, eu até concordaria em testar essa formação. Mas contra um time que tem Marlone, Geovane, Renatinho e Michael, todos voando baixo, seria pedir pra ser trucidado. Tá louco, nem gosto de pensar nisso!

Gegê, meu queridão, apaga esse tuíte, por favor. E pede o Boné.

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Facundo Boné, 23 anos, é um promissor atacante uruguaio contratado junto ao Club Atlético River Plate de Montevidéu. Foi uma contratação bastante elogiada por gente do quilate de Joza Novalis, um estudioso do futebol da América Latina (ver imagem abaixo).

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Eis que, no jogo contra a Aparecidense, a torcida inteira estava sedenta para vê-lo em campo. Mas Mestre Louzer fez birra e não o colocou para jogar – e pelo andar da carruagem também não veremos no próximo domingo. Mas dessa vez eu perdoei nosso treinador porque nos deu a chance de ver o Little Erick em ação. E esse vai dar muita alegria pra massa colorada, podem anotar aí.

 

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VILANOVADAS

Sabadão, dia do jogo contra a poderosa Cidinha, caía um temporal na cidade. Como já tinha comprado o ingresso, resolvi tirar minha capa de chuva do baú e encarar o aguaceiro durante 90 minutos.

Na ida pensava em quantos gatos pingados encontraria no estádio. Ninguém é louco de sair de casa com esse tempo pra ver uma peleja, imaginava eu.

E não é que essa torcida ainda consegue me surpreender? Desceram em peso pra Aparecida e ninguém ligava se chovia ou deixava de chover, se a PM maltratava ou se o estádio não tem estrutura alguma pra receber uma torcida de massa. A preocupação era apenas incentivar nosso time e mostrar aos nossos jogadores que estávamos ali pro que der e vier.

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E deu certo. Se não vai na tática, vai na raça.

Vocês são foda demais. Tenho muito orgulho de pertencer a essa casta.

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Anderson Milhomem
Anderson Milhomem, 47 anos, publicitário, diretor de arte que tem o design como inspiração, a escrita como paixão e o Vila Nova como religião. Deus no céu e Bé na terra. Amém. @anderson_milhomem