A incompetência do ataque em não marcar no jogo de Assunção exige agora, em Goiânia, uma competência acima da média da defesa: nesta terça-feira, às 21h30, no Estádio Olímpico, o Goiás não pode levar gols do Sol de América.

Foram nove jogos em 2020. Apenas dois adversários não conseguiram vazar as redes esmeraldinas: o pequeno Iporá e o fraco Fast Clube, pela Copa do Brasil.

Então, se eu fosse treinador do Sol de América, mais preocupado do que armar uma retranca, partiria para cima da zaga frágil e tentaria um gol rapidamente.

E, se eu fosse Ney Franco, estaria muito mais atento ao sistema defensivo do que em sair em busca de um gol estabanadamente.

Problema sério: Fábio Sanches não é exatamente um excelente zagueiro, mas é o melhor que temos em atividade. Sua ausência, por causa da expulsão no Paraguai, é de se lamentar.

Entendam: sofrer um gol é ter de marcar três, tornando a missão bem mais complicada. Assim, é mais sensato se expor menos e tentar fazer um naturalmente.

Mas o treinador não sou eu e do time quem mais sabe é o próprio. Quem estará na berlinda é ele, por até agora seu time não ter convencido em nenhum momento.

No mais, é encher o Olímpico e terminar o carnaval com futebol.

E torcer para que não haja mais um motivo de cinzas para a quarta-feira.

LINCOLNEANAS

 * * * * *  A volta de Rafael Vaz é um alento. Se souberem usar suas características, ele é um importante reforço diante do que temos. Além, claro, da excelente aptidão para bolas paradas como batedor de faltas e cabeceador.

 * * * * *  O confronto de logo mais certamente será o jogo de maior público do Goiás até pelo menos as semifinais do Goiás. O esmeraldino não esquece 2010 e tem fé de que, algum dia, a Sula será nossa. Mas este ano está difícil.


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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.