O Estado voltou a ter nomes (um a presidente e outro a vice) para cadeiras do Palácio do Planalto. Saiba quem são e quem foram seus antecessores

Para quem acompanha a política, não é novidade que há um goiano na disputa pela Presidência: o executivo Henrique Meirelles (MDB), ex-presidente do BankBoston, ex-presidente do Banco Central dos governos Lula (PT) e ex-ministro da Fazenda de seu correligionário Michel Temer. Ele nasceu em Anápolis e fez seus estudos no Lyceu de Goiânia.

Ao lado do vice-presidente José Alencar, empresário consagrado e respeitado, Meirelles foi o homem que mostrou que era firme o compromisso do PT com o mercado financeiro, firmado em 2002 pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva por meio da Carta ao Povo Brasileiro. O banqueiro tinha acabado de se eleger deputado federal pelo PSDB e renunciou ao cargo para assumir o BC na gestão petista.

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A goiana Kátia Abreu é a vice de Ciro Gomes na chapa do PDT | Divulgação

Outro nome do Estado, porém, pode ter passado despercebido até para os mais atentos aos bastidores: é o da senadora Kátia Abreu, que compõe com Ciro Gomes, como candidata a vice-presidente, a chapa pura do PDT. Ela nasceu em Goiânia e formou-se em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), tendo de se mudar para o norte do Estado (hoje Tocantins) em 1987, com a morte do marido, Irajá Silvestre, para assumir a fazenda da família. Tornou-se líder ruralista e integrante da bancada do agronegócio no Congresso Nacional, razão pela qual chegou a receber o “prêmio” Motosserra de Ouro, entregue em mãos, curiosamente, por outra mulher que hoje é candidata a vice, Sônia Guajajara, na chapa do PSOL com Guilherme Boulos.

Na história do País, desde a redemocratização, o Estado teve dois outros representantes em eleições presidenciais: em 1989, o jovem Ronaldo Caiado foi candidato ao cargo maior da Nação pelo PSD – que nada tem a ver com o atual PSD. Era na época o principal líder da União Democrática Ruralista (UDR) e obteve 488.846 votos (0,72% do total). No ano seguinte se elegeu deputado federal pelo PFL (hoje DEM), cargo que ocupou até 2014, quando venceu o pleito para senador por Goiás.

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Ronaldo Caiado e Iris Araújo já foram postulantes goianos em eleições presidenciais anteriores | Divulgação

Em 1994 foi a vez de Iris Araújo ocupar a vice do então candidato Orestes Quércia, na chapa pura do PMDB (hoje MDB). O maior partido do Brasil, como sempre ocorreu, foi um fiasco nas eleições presidenciais, ficando em 4º lugar, com 2.772.121 votos (4,83% do total), atrás do eleito Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de Lula e até de Enéas Carneiro, do nanico Prona.

Curiosamente, três décadas depois, tanto Caiado como Iris continuam firmes na política: o primeiro é favorito a vencer a sucessão estadual e a primeira-dama de Goiânia é forte candidata a voltar a Câmara dos Deputados, por onde esteve em dois mandatos, de 2007 a 2015.

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Elder Dias
Jornalista, servidor federal, ambientalista e esmeraldino por natureza. Buscando sempre aliar paciência de Jó com perseverança de Cafu.