A empresa Moderna anunciou nesta, segunda-feira, 18/5, que a vacina experimental em que trabalha seu setor de biotecnologia, em Cambridge (EUA), desenvolveu anticorpos para a covid-19 no sangue de oito voluntários saudáveis, de modo semelhante ao que foi observado em pessoas que se recuperaram da doença. A revelação está em reportagem do jornal The Boston Globe (clique aqui para ler o original em inglês).

Os oito voluntários do estudo receberam duas doses da vacina nas doses mais baixa e média testadas – 25 e 100 microgramas – e desenvolveram anticorpos neutralizantes ao vírus em nível semelhantes ao das pessoas que se recuperaram, disse a direção da Moderna em comunicado.

Algumas dezenas de voluntários participaram da primeira etapa do estudo, mas a Moderna disse que os dados estavam disponíveis para apenas uma pequena parte deles. Não houve efeitos colaterais significativos.

A fase intermediária envolverá cerca de 600 pessoas e deve começar em breve. Supondo que tudo corra bem, a última etapa do estudo deve começar em julho.

A vacina experimental da Moderna usa RNA-mensageiro personalizado – o material genético que direciona as células a fazer alguma coisa – para desencadear uma resposta imune. A empresa estadunidense desenvolveu a vacina candidata com pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid), que conduziram a primeira fase do estudo.

A Moderna havia anunciado em 7 de maio que a Food and Drug Administration [Administração de Alimentos e Drogas, o órgão de vigilância sanitária dos EUA] havia liberado seu pedido para avançar para um ensaio clínico em estágio intermediário. Por isso, não foi surpresa que a empresa de biotecnologia divulgasse resultados promissores da primeira fase.

O médico-chefe da Moderna, Dr. Tal Zaks, declarou que os resultados iniciais da primeira fase de um estudo clínico sugerem que a vacina “tem potencial para prevenir a covid-19″. Cientistas suspeitam que os anticorpos encontrados no sangue de pessoas que combatem o novo coronavírus possam torná-los imunes à reinfecção, mas isso ainda não foi comprovado.

A notícia animou investidores em Wall Street, com o preço das ações da Moderna subindo cerca de 16% no início das negociações. O preço das ações da empresa mais do que triplicou este ano, com base principalmente nas esperanças dos investidores pela vacina contra o coronavírus.


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